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Ambev (ABEV3)

Ação

Dados consolidados em: 16/10/2026

R$ 16,84

+ R$ 0,15

(+0,90%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 20,00

Potencial

18,76%

Dados consolidados em: 16/10/2026

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de ABEV3 (09/10/2026)

A Ambev informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em setembro de 2026. A posição da tesouraria permaneceu em 68.178.365 ações ON, sem mudança no mês. Para o investidor, o dado indica estabilidade na posição própria da companhia.

Notícias de ABEV3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, ABEV3 apareceu entre os destaques positivos do Ibovespa, com valorização de aproximadamente 5,3% em uma semana em que o índice recuou perto de 1,7% e o ambiente de mercado foi pressionado por inflação mais forte nos Estados Unidos, dólar ao redor de R$ 5,07 e renovadas preocupações com o quadro fiscal brasileiro. Embora o pano de fundo para a bolsa tenha sido mais adverso, com maior sensibilidade a juros globais, câmbio e risco doméstico, a Ambev também se destacou em uma leitura setorial mais defensiva dentro do consumo. No noticiário corporativo, a companhia foi apontada pelo BTG Pactual como uma das mais preparadas para absorver um eventual aumento de custos trabalhistas caso avance a proposta de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial. Segundo essa avaliação, o impacto poderia ser compensado com reajuste de cerca de 0,5% nos preços, apoiado por margens mais robustas e maior poder de precificação. Esse enquadramento sugere menor vulnerabilidade relativa da empresa a uma mudança regulatória com potencial de pressionar margens em alimentos e agronegócio, reforçando a percepção de resiliência operacional em um mercado mais seletivo.

Análises de ABEV3 nos últimos 3 meses

No 2T26, a Ambev entregou EBITDA consolidado de ~R$6,4 bi, alta de 9% a/a, com margem de 31,6% e leve surpresa positiva, enquanto o LPA de R$0,22 avançou 21% e ficou 13% acima da estimativa, ajudado por menores despesas financeiras e melhor hedge de commodities. Em Cerveja Brasil, volumes cresceram 5%, o preço médio subiu 4,4% e a margem EBITDA chegou a 33%, a melhor para um 2T desde 2019, com ganho de participação e expansão de dois dígitos no premium; parte da melhora, porém, veio de outras receitas operacionais, majoritariamente subvenções fiscais, que adicionaram 120 bps à margem e representaram 6,7% das vendas da unidade. Para o 3T26, a prévia aponta volumes consolidados ainda fracos, em alta de só 0,7% a/a, mas com receita líquida de R$21,6 bi, EBITDA de R$7,5 bi, alta de 6%, e margem de 34,9%, sustentados por preços, mix e custos. Cerveja Brasil deve seguir como principal vetor, com 22,3 mi hl, +3,3% a/a, receita líquida de R$10,7 bi, +10%, e EBITDA de R$3,9 bi, +14%, enquanto CAC, LAS, Canadá e NAB Brasil tendem a mostrar volumes mais pressionados. No capital, a companhia encerrou junho com caixa líquido de R$15,4 bi, recomprou R$2,2 bi em ações no trimestre, concluiu 95% do programa vigente e anunciou R$1,1 bi em JCP, após R$3,1 bi já distribuídos ou anunciados no ano, reforçando a leitura de payout acima de 100% em 2026. Em regulação, a PEC 221/2019 teria impacto administrável: custo incremental anual estimado em R$311 mi, equivalente a 1,0% do EBITDA e 1,2% do lucro líquido de 2027, exigindo reajuste líquido de só 0,5% para neutralização. A tese segue ancorada em pricing power, premiumização e disciplina de capital. Em valuation, o papel negocia a ~15x P/L 2026E, com DY de ~7% e preço-alvo de R$20. Para investidores, recomenda-se acompanhar a qualidade da expansão de margem em Cerveja Brasil e a sustentação de preço/mix nas próximas divulgações.

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Tese de investimento

Os resultados da Ambev atestam nossa visão de que as expectativas do mercado, em geral, já estão razoavelmente ajustadas, e o espaço para novas revisões negativas de lucros parece bastante pequeno. A questão é se um trimestre decente no Brasil é suficiente para mudar o sentimento e desencadear uma expansão de múltiplos das ações. Nós não pensamos assim ainda. Com as ações sendo negociadas em múltiplos baixos, mesmo depois de contabilizados os lucros ajustados após as mudanças tributárias do ano passado no Brasil, fica claro que a relação de risco/retorno parece melhor agora do que tem sido em muitos anos. No entanto, continuamos preocupados com o ambiente competitivo. À medida que o consumo per capita da cerveja atingiu novo recorde histórico e os concorrentes se esforçam para aumentar os volumes, a preferência geral pelo portfólio de marcas da Ambev parece ficar atrás de sua participação de mercado. Fornecer o (tão necessário) poder de precificação continua, portanto, um desafio, e os resultados do 1S24 parecem atestar isso, com uma receita/hl abaixo da inflação, apesar das marcas premium. Em última análise, as ações necessitam de uma história de crescimento consistente e convincente que possa gerar expansão de múltiplos/valorização das ações. Ação parece barata, mas mantemos nossa recomendação Neutra.