Com a divulgação dos números do 2º trimestre, o Banco do Brasil também aproveitou a oportunidade para atualizar seu guidance para 2024. Como esperado, tanto a margem financeira quanto as provisões para perdas com empréstimos foram revisados para cima, com impacto neutro no lucro. Negociando abaixo do valor patrimonial, ROE ainda acima de 20% e com um dividend yield de ~12%, ainda vemos motivos para manter nossa recomendação de Compra. Dada o valuation ainda relativamente atraente, o forte histórico do BB na entrega do guidance e a mensagem da administração de que não estamos no pico de lucros, preferimos continuar a dar-lhes o benefício da dúvida. Mediante ao elevado ROE, acreditamos que o ativo possui um bom suporte de valuation.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de BBAS3 (09/10/2026)
O Banco do Brasil informou em formulário de setembro de 2026 movimentação de 49,3 mil ações ON em tesouraria via Programa de Desempenho Gratificado, a preço e volume de R$ 0. O saldo da tesouraria passou de 21.862.580 para 21.813.280 ações. O dado sinaliza ajuste interno, sem impacto financeiro direto.
Notícias de BBAS3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, Banco do Brasil apareceu entre os destaques positivos do setor financeiro em um pregão marcado por volatilidade do Ibovespa e cautela política, com as ações acumulando alta intradiária próxima de 2% e encerrando o dia com ganho de 1,35%. O papel se beneficiou do fluxo para bancos e ativos ligados à economia doméstica, em contraste com o desempenho mais fraco de parte dos pares, enquanto Petrobras limitava o avanço do índice e o mercado acompanhava a reta final da disputa presidencial. No pano de fundo, o câmbio mostrou alívio, com o dólar ao redor de R$ 5,05, e o índice oscilou entre altas e perdas antes de fechar em leve baixa, o que reforça que a valorização de BBAS3 ocorreu em um ambiente ainda seletivo. Além do movimento de curto prazo em Bolsa, a companhia também apareceu em uma frente de inovação em pagamentos: em março, realizou com a Visa uma transação iniciada por agente de inteligência artificial em ambiente de produção controlado, com uso de credenciais tokenizadas, dentro de uma tendência que a Bain estima poder movimentar até US$ 6,2 trilhões em vendas até 2030. Para o papel, o noticiário combina resiliência relativa no pregão com exposição a uma agenda de novos serviços em pagamentos, segurança e identidade digital, embora a materialização financeira dessa avenida ainda dependa da adoção e da padronização do ecossistema.
Análises de BBAS3 nos últimos 3 meses
No 2T26, o Banco do Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$3,9 bi, com ROE de 8%, NII de R$29,3 bi e carteira de crédito de R$1,2 tri, mas o trimestre reforçou a pressão em qualidade de ativos: provisões, incluindo descontos, somaram R$20,3 bi, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,6%, a formação de novos NPLs avançou para R$21,7 bi e a cobertura caiu para 148%. O capital também piorou, com CET1 de 13,9%, patrimônio tangível de R$90,4 bi, queda de 15% t/t, e maior peso de ativos fiscais diferidos. Para o 3T26, a prévia aponta nova deterioração, concentrada no agro: pontualidade de pagamentos perto de 75%, abaixo dos ~90% esperados para o 2S26, renegociações ainda lentas sob a MP 1.376 e provisões em alta, com LAIR perto de R$2 bi e lucro líquido próximo de R$1,9 bi, queda de ~50% t/t, equivalente a ROE de ~4% e cerca de 50% abaixo do consenso. A implementação da MP 1.376 segue como peça central da tese, mas o efeito tende a ser gradual: o BB tem cerca de R$100 bi em créditos rurais prorrogados e ~R$30 bi inadimplentes, enquanto menos de R$1 bi havia sido renegociado até o fim de setembro, apesar da intenção de alocar R$12,5 bi em recursos equalizados até 12 de novembro. Nesse contexto, o guidance parece sob forte risco, com chance elevada de revisão para baixo, estimada em ~17% no ponto médio, e 2027 ainda pode combinar crescimento modesto do resultado de intermediação, provisões elevadas e rentabilidade baixa se a normalização do agro não avançar. Em valuation, as análises trazem P/B implícito deprimido e preço-alvo entre R$19 e R$25. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da pontualidade rural, o ritmo de renegociação da MP 1.376 e a trajetória de capital e cobertura nos próximos trimestres.
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