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Minerva (BEEF3)

Ação

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 2,61

+ R$ 0,13

(+5,24%)

Recomendação

neutro

Preço-alvo

R$ 7,00

Potencial

168,20%

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de BEEF3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de BEEF3 (20/10/2026)

A Minerva homologou aumento de capital de R$ 3.103,92 após exercício de bônus de subscrição. Foram emitidas 624 ações ordinárias a R$ 4,97430071556 cada. O capital social passou para R$ 3,1346 bi, com 1.000.542.812 ações. O efeito para o investidor tende a ser marginal, dada a baixa emissão.

Notícias de BEEF3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, Minerva ficou no radar a partir de uma prévia setorial mais fraca para proteínas no 3T26, com expectativa de receita de R$ 13,7 bilhões e EBITDA de R$ 1,10 bilhão, o que implicaria recuos anuais de 11% e 21%, respectivamente. A leitura para a companhia reflete um ambiente ainda pressionado por compressão de margens no setor, além de menores embarques do Brasil para a China e de um mix de vendas menos favorável, fatores que ajudam a explicar a deterioração operacional esperada no trimestre. No pano de fundo, o relatório também indica que a maior parte das regiões e segmentos de proteínas segue sob pressão, ainda que a carne bovina nos Estados Unidos tenha mostrado melhora nos spreads de processamento, sinalizando um quadro heterogêneo para o setor. Para Minerva, a mensagem central é de cautela no curto prazo, já que a combinação de volumes mais fracos em exportação relevante e rentabilidade comprimida tende a limitar a geração operacional. Ao mesmo tempo, a perspectiva de eventual retomada dos embarques para a China no 4T26 e de um câmbio mais favorável às exportadoras aparece como possível vetor de alívio, embora o cenário ainda peça atenção para alavancagem e custos.

Análises de BEEF3 nos últimos 3 meses

A Minerva reportou 2T26 amplamente em linha, com receita líquida de R$ 14,1 bi, EBITDA de R$ 1,23 bi e margem EBITDA ajustada de 8,7%, abaixo de 9,4% no 2T25; o lucro líquido de R$ 190 mi ficou acima do esperado por ganhos com hedge cambial e menor alíquota efetiva. O principal ponto de atenção foi o consumo de caixa de R$ 611 mi, pressionado por saída de R$ 1,1 bi em capital de giro, elevando a dívida líquida, incluindo FIDC, para R$ 15 bi, ou 3,0x EBITDA em 12 meses; o financiamento com fornecedores subiu para R$ 4,7 bi, os adiantamentos de clientes caíram para R$ 4,9 bi e o ciclo de conversão de caixa permaneceu negativo em -19 dias. Para o 3T26, a prévia indica trimestre mais fraco, com receita líquida de R$ 13,7 bi, queda de 11% a/a e 3% t/t, e EBITDA ajustado de R$ 1,10 bi, recuo de 21% a/a e 10% t/t, com margem de 8,0%, refletindo sobretudo o impacto das cotas chinesas sobre as operações brasileiras. No Brasil, a expectativa é de queda de 6% t/t e 22% a/a nos volumes, com pressão sobre mix e embarques para a China, enquanto outras geografias devem compensar parcialmente, com destaque para a Argentina, onde os volumes projetados sobem 12% t/t, para 76 mil t, e a receita bruta avança 29% t/t, para R$ 1,6 bi; Paraguai também tende a melhorar, enquanto o Uruguai segue limitado pela oferta restrita de gado. Entre as âncoras de risco, a PEC 221/2019 pode adicionar custo anual de R$ 104 mi, equivalente a 2,0% do EBITDA estimado para 2027. A tese segue apoiada na diversificação geográfica, mas a desalavancagem e a pressão financeira no balanço permanecem centrais. Com gate de valuation presente nas análises, o preço-alvo é de R$ 7,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização dos embarques para a China e a evolução da alavancagem.

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Tese de investimento

A Minerva anunciou uma transação para aquisição dos ativos de carne bovina da Marfrig na América Latina. O acordo representa um marco significativo para a Minerva, elevando sua escala tanto regional quanto global, dando-lhe uma participação estimada de aproximadamente 12-15% no comércio global de carne bovina. Rebaixamos recentemente a nossa recomendação para Neutro porque desejávamos refletir a percepção de risco que os investidores deveriam estar dispostos a assumir com uma ação cujo valor agora é principalmente binário. Em última análise, resultados trimestrais decentes são bons, mas pouco devem impactar a situação da percepção sobre a tese de investimento, que agora é basicamente uma função de quão bem a Minerva será capaz de integrar os ativos da Marfrig. Esperamos que a grande volatilidade dos preços das ações se mantenha, ampliada pela estrutura de capital após o negócio. Negociando em linha com o múltiplo histórico (pós-operção com Marfrig), a tese de investimento depende inteiramente da capacidade da Minerva de desalavancar e transferir valor do credor para o acionista. A visibilidade disto só deverá melhorar alguns trimestres após a incorporação dos ativos.