Recentemente nos reunimos com o fundador e CEO da BR Partners e ficamos muito impressionados com a conversa, mostrando motivação para expandir o negócio. O IPO foi importante para impulsionar as receitas em Sales & Trading e mercado de capitais, ajudando a diversificar a geração de receita do grupo. A oferta realizada no ano passado impulsionou a liquidez das ações e, mais importante, aumentou a participação dos sócios no negócio. Construir o segmento de Wealth Management (WM) evitou organicamente a má alocação de capital e problemas de integração cultural. Este negócio, aliás, tem progredido positivamente. O resultado anualizado do 1S24 é 11% superior à nossa estimativa para 2024 e implica um múltiplo de P/L atrativo. Com bom momento operacional, temos uma recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de BRBI11 (09/10/2026)
A BR Advisory Partners Participações, ligada à BR Partners S.A. (BRBI11), informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. As posições mantidas somavam 200.546.184 ações ON e 114.440.928 PN, sem alteração no mês.
Análises de BRBI11 nos últimos 3 meses
No 2T26, o BR Partners reportou lucro líquido de R$35 mi, queda de 8% t/t e 19% a/a, 25% abaixo da estimativa do BTG e 17% abaixo do consenso, com ROE de 17,5%. A receita líquida somou R$121 mi, recuo de 5% t/t e 4% a/a, também abaixo do esperado, refletindo um trimestre mais fraco em mercado de capitais. Em IB&CM, a receita foi de R$81 mi, queda de 4% t/t, ainda com melhora na conversão de mandatos em M&A e avanço de Capital Solutions, mas com atividade de DCM mais fraca, em R$1,9 bi no trimestre e R$4,3 bi no 1S26. Em Sales & Trading, a receita ficou em R$19 mi, estável t/t e 23% menor a/a. A remuneração do capital caiu para R$26 mi, baixa de 9% t/t e 32% a/a. Entre os principais indicadores, a carteira de securities warehousing avançou 10% t/t, para R$3,3 bi, o índice Tier 1 recuou 70 bps t/t, para 16,8%, e o índice de eficiência piorou para 58,7%, ante 45% no 1S25, pressionado por SG&A de R$79 mi, alta de 22% a/a, com despesas de pessoal de R$50 mi e índice de remuneração de 38%, acima da meta anual de até 30%. Em Wealth Management, a receita no 1S26 atingiu R$9 mi, alta de 29% a/a, com patrimônio sob assessoria de R$6,2 bi, avanço de 13% a/a. A leitura segue condicionada a uma retomada do mercado de capitais, em um ambiente ainda pressionado por juros, inflação e incerteza eleitoral. No valuation, a ação negocia com assimetria relevante frente ao preço-alvo de R$19, ante R$11,3 no material, sustentada pela qualidade da franquia e pela alavancagem operacional a uma melhora do ambiente de emissões. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão do pipeline de M&A e Capital Solutions e a recuperação dos volumes de DCM no 2S26.
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