Em Nov/23, foi publicada uma matéria informando que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, queria angariar apoio para um plano de federalização de empresas estatais em Minas Gerais, a fim de resolver a dívida de R$ 160 bilhões do estado com o governo federal. O plano supostamente envolve a federalização da Cemig (energia), Copasa (saneamento) e Codemig (mineração). O processo de federalização em si poderia ser complexo, não só porque exigiria o envolvimento dos municípios na discussão, mas também pelo fato de a Copasa estar listada no segmento Novo Mercado, garantindo aos acionistas 100% de direito de tag along. Além do ruído político e da falta de oportunidades de privatização, a Copasa está sendo negociada em um nível de valuation que nos leva a preferir outros nomes de saneamento em nossa cobertura.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CSMG3 (09/10/2026)
A Copasa MG informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. A posição própria reportada permaneceu em 1.071.639 ações ON. Para o investidor, o formulário indica manutenção da posição acionária da companhia no período, sem movimentações relevantes.
Análises de CSMG3 nos últimos 3 meses
A Copasa reportou 2T26 abaixo do esperado, com receita líquida ex-construção de R$1,95 bi, alta de 8,9% a/a e em linha com a estimativa, sustentada por reajuste tarifário de 6,56% e avanço de volumes de água (+1%) e esgoto (+3,6%), mas com EBITDA de R$700 mi e EBITDA ajustado de R$762 mi, alta de 12% a/a porém 9% abaixo da projeção de R$836 mi, pressionado por custos maiores, incluindo R$60 mi ligados ao fundo do TCE-MG, seguro do processo de privatização e provisões trabalhistas e ambientais. O lucro líquido foi de R$227 mi, ou R$275 mi ajustado, também abaixo do esperado, enquanto as despesas financeiras líquidas somaram R$168 mi, acima da estimativa de R$89 mi, por perdas com derivativos, variação cambial e atualização de dívidas indexadas ao IPCA. A alavancagem subiu para 2,8x dívida líquida/EBITDA, ante 2,4x no 1T26. No campo tático, a ação apareceu em setembro de 2026 como posição comprada em trade relativo contra Cemig, com a tese de menor sensibilidade a um cenário eleitoral adverso em Minas Gerais e maior assimetria de valorização. Nesse enquadramento, o material indicou TIR de ~12% para Copasa, contra 9% para Cemig, e upside potencial de 45%, ante 12% da elétrica. Com gate de valuation presente nas análises, CSMG3 negociava perto de R$57,9 para preço-alvo de R$81. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução operacional após a privatização, a normalização de custos e a trajetória de alavancagem, além do ambiente político em Minas Gerais, que segue influenciando a percepção relativa dos ativos do estado.
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