Temos uma recomendação Neutra para CSN e CMIN devido a preocupações com a alocação de capital e à falta de visibilidade sobre o ritmo de desalavancagem. No caso da CMIN, o atraso na execução do projeto continua a ser fundamental para justificar o múltiplo mais elevado, mas gostamos da recente melhoria no desempenho operacional. A CSN, por outro lado, tem estado ativa em uma agenda de crescimento, com a alavancagem se desviando significativamente dos seus pares, o que acreditamos aumentar a percepção de risco. Estamos cautelosos em relação à operação de siderurgia, uma vez que as importações continuam elevadas no Brasil e as margens deverão permanecer sob pressão nos próximos trimestres. Estamos relativamente cautelosos quanto às perspectivas para o grupo nos próximos trimestres e vemos melhor relação de risco/retorno em outras teses de nossa cobertura. Acreditamos que as expectativas implícitas nas ações podem ser um pouco agressivas demais, já que vemos os múltiplos de ambas as teses em níveis mais elevados em comparação com seus pares.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CSNA3 (20/10/2026)
A S&P rebaixou os ratings da CSN e da CSN Mineração de brA- para brBBB. A agência projeta alavancagem acima de 7,5x em 2026 e FOCF negativo em quase R$ 3 bi, pressionados por fretes e custos da mineração. A perspectiva negativa indica risco de novo rebaixamento se desinvestimentos atrasarem.
Notícias de CSNA3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, CSN esteve entre as maiores quedas do Ibovespa, com recuo de 4,99% em um pregão marcado por aversão a risco no mercado doméstico. O índice encerrou a sessão de 27 de terça-feira em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, com volume financeiro de R$ 49,7 bilhões, em meio à continuidade da cautela dos investidores diante das incertezas sobre a condução da política econômica, especialmente em torno do ajuste fiscal e da composição da equipe ministerial. Nesse ambiente, o movimento negativo não foi isolado da companhia e atingiu também outros papéis relevantes e ligados a commodities, enquanto o câmbio mostrou alívio, com o dólar à vista em queda de 0,97%, a R$ 5,350, após atuação do Banco Central com venda de 80 mil contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 4 bilhões. Para CSN, a leitura do período é de pressão vinda sobretudo do pano de fundo macro e da sensibilidade do mercado local a sinais fiscais, nomeações do governo e ao comportamento de commodities, o que ajuda a explicar a fraqueza do papel no pregão mesmo sem um catalisador corporativo específico destacado no material disponível.
Análises de CSNA3 nos últimos 3 meses
A CSN reportou no 2T26 EBITDA ajustado de R$2,8 bi, 7% acima da estimativa, com melhora em aço, energia, logística e EBITDA recorde em cimento, mas o balanço seguiu como principal ponto de atenção: a dívida líquida atingiu R$42,1 bi, a alavancagem subiu para 3,49x e o FCFE ficou negativo em R$714 mi, com geração recorrente pressionada. Para o 3T26, a prévia setorial indica trimestre pouco inspirador para a companhia, com operações brasileiras de aço praticamente estáveis e minério mais fraco pela combinação de preço, câmbio e frete, em um contexto de alta de 37% t/t nas rotas Brasil-China. No capital, a principal mudança foi a nomeação de Fabio Schvartsman como CEO, com foco esperado em desalavancagem, venda de ativos e disciplina de alocação, enquanto Benjamin Steinbruch permanece como presidente do conselho. A companhia também assinou term sheet vinculante para vender 100% da Stahlwerk Thüringen por EV de €550 mi, equivalente a ~R$3,1 bi, operação que pode reduzir a alavancagem em cerca de 0,25x. Além disso, a administração mira cortar R$18–20 bi de dívida via desinvestimentos, com a venda da CSN Cimentos aparecendo como próximo teste relevante de execução. Em cenário doméstico mais benigno, a ação pode se beneficiar relativamente de juros menores e compressão de prêmio de risco, embora a valorização do real siga ambígua para um grupo com receitas dolarizadas. Com gatilho de valuation presente nas análises, o papel tem preço-alvo de R$10,00, ante faixa de R$6,0–6,6 nas referências mais recentes. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução dos desinvestimentos, a trajetória da alavancagem e a pressão de minério e frete sobre o 3T26.
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