A Cury está bem-posicionada para se beneficiar das recentes mudanças no programa MCMV, já que a empresa está entregando margens altas e tem um forte pipeline de projetos a serem lançados. A Cury tem divulgado um conjunto sólido de números, e acreditamos que há mais por vir, já que a empresa está indo muito bem operacionalmente (crescimento de lançamentos e vendas, margens sólidas, geração de caixa, etc.). Admitimos que o valuation já precifica um grande crescimento à frente, mas mantemos nossa recomendação de Compra à luz de sua execução impecável, balanço sólido e bom carrego.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CURY3 (09/10/2026)
A Cury informou que a Cyrela vendeu 350 mil ações ordinárias da companhia em bolsa. Com isso, a participação da Cyrela caiu para 46.102.599 ações, ou 14,97% do capital social. Segundo a acionista, a operação faz parte da gestão de participações e não visa alterar controle ou administração.
Análises de CURY3 nos últimos 3 meses
A Cury entregou 2T26 em linha, com receita líquida de R$ 1,7 bi (+26% a/a), EBITDA ajustado de R$ 382,9 mi (+21%) e margem EBITDA de 22,6%, além de lucro líquido de R$ 270,5 mi (+14%) e ROE anualizado de 65,4%; a geração de caixa foi de R$ 154 mi, mesmo após ~R$ 270 mi em dividendos, e a companhia encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 290 mi. Na prévia operacional do 3T26, as vendas líquidas somaram R$ 2,04 bi (+11% a/a), os lançamentos chegaram a R$ 2,1 bi (+7%), a velocidade de vendas permaneceu forte em 40% e 43% dos lançamentos foram vendidos no próprio trimestre; os cancelamentos subiram para R$ 358 mi (+59%) e a cessão de recebíveis caiu para R$ 1,3 bi (-13%), refletindo o ambiente mais restritivo na Caixa. Para o 3T26, a expectativa do BTG é de receita líquida de R$ 1,8 bi (+26% a/a), lucro líquido de R$ 308 mi (+21%), ROE de 69,5% e geração de caixa de R$ 253–254 mi, o que implica yield anualizado de ~10%. No setor, o segmento de baixa renda segue mais resiliente que média/alta renda, embora a concessão de crédito mais restritiva e a greve na Caixa tenham reduzido velocidade de vendas e pressionado repasses e fluxo de caixa; ainda assim, a normalização observada após junho e a execução operacional da companhia sustentam a leitura de resiliência. Em valuation, a ação negocia a ~6,2–6,5x P/L 2027, com DY de ~10%; o preço-alvo mais recente citado é R$ 42, ante R$ 44 em relatório anterior. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do funding imobiliário via Caixa e seus efeitos sobre cancelamentos, repasses e conversão de caixa.
Construção Civil: Prévia do terceiro trimestre de 2026: mais um trimestre fraco Shoppings: Prévia do 3T26: resiliente, apesar do cenário macroeconômico difícil Cury (CURY3): Terceiro trimestre sólido, com velocidade de vendas de 40% e forte geração de fluxo de caixa Construção Civil: Perspectiva mais difícil, mas o desempenho inferior recente foi excessivo Construção Civil: Resumo do 2T26 Cury (CURY3): Resultados do 2T26 Prévia do 2T26 - Um trimestre mais fraco
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