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Energisa (ENGI11)

Ação

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 44,74

+ R$ 1,34

(+3,09%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 93,00

Potencial

107,87%

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de ENGI11

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de ENGI11 (09/10/2026)

A Energisa informou que nem a companhia nem controladas e coligadas realizaram operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. O documento mostra apenas manutenção de posições acionárias, sem compras ou vendas no mês, sinalizando ausência de movimentações relevantes para o investidor.

Notícias de ENGI11 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, a Engie apareceu na cobertura do leilão de transmissão 04/2026 da ANEEL em um contexto de competição elevada, mas sem captura de novos ativos no certame. O leilão reuniu oito lotes, com capex total estimado em R$ 8,9 bilhões e RAP máxima de R$ 1,6 bilhão, enquanto os lances finais somaram aproximadamente R$ 811 milhões em RAP, o que implicou deságio médio perto de 50%. Nesse ambiente, marcado por forte compressão de retornos esperados em novos projetos, a companhia participou por meio do consórcio Olympus XXI, ao lado de outras empresas citadas na cobertura, mas não venceu nenhum lote. Os ativos ficaram distribuídos entre Celeo Redes, Neoenergia, Cymi, EDP e Cox Brasil, com destaque para o lote 4, de aproximadamente R$ 4,1 bilhões em capex e RAP máxima de R$ 763 milhões, arrematado pela Celeo por cerca de R$ 377 milhões, com deságio de 50,6%. Para a leitura do papel, o principal efeito do período é a ausência de expansão do portfólio de transmissão da Engie neste leilão, em um setor que segue mostrando disciplina competitiva limitada e pressão sobre a atratividade econômica de novos investimentos.

Análises de ENGI11 nos últimos 3 meses

A Energisa reportou 2T26 abaixo do esperado, com EBITDA ajustado de R$1,95 bi, estável a/a e 6% abaixo da estimativa, pressionado por distribuição, cujo EBITDA ficou em R$1,7 bi, 4% abaixo do previsto, em meio a alta de 12% no PMSO, apesar de volume +4,5% a/a, perdas consolidadas de 12,28% abaixo do limite regulatório de 13,05% e melhora operacional. O trimestre também trouxe efeito não recorrente do acordo da ERO com o estado de Rondônia sobre a dívida da CAERD, com impacto positivo de R$489 mi no EBITDA e negativo de R$594 mi no financeiro. O lucro líquido ajustado somou R$88 mi, abaixo de R$229 mi estimados, enquanto o resultado líquido reportado foi prejuízo de R$40 mi; as despesas financeiras líquidas ficaram em R$1,8 bi, ou R$1,24 bi sem o item extraordinário, e a alavancagem recuou para 3,1x dívida líquida/EBITDA, de 3,5x no 1T26. Na prévia operacional do 3T26, o consumo consolidado avançou 8,6% a/a, com destaque para residencial +14,1% e comercial +10,7%, e crescimento em todas as nove concessões; as perdas caíram para 12,12%, de 12,27%, com melhora em sete distribuidoras e ERO abaixo do limite regulatório pela primeira vez. A companhia anunciou R$251 mi em dividendos, ou R$0,50 por unit, equivalente a yield de ~1%. No setor, o leilão de transmissão 04/2026 da ANEEL teve capex estimado de R$8,9 bi, RAP máxima de R$1,6 bi e deságio médio de ~50%, reforçando ambiente competitivo para novos projetos; nenhuma empresa citada ligada à cobertura da companhia levou ativos no certame. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de custos operacionais, a captura do crescimento de mercado nas concessões e a disciplina de capital em um setor com retornos mais pressionados em transmissão.

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Tese de investimento

Vemos a Energisa sendo negociada com uma TIR atraente, ao mesmo tempo em que apresenta fortes resultados. Gostamos da combinação de (i) grande redução de risco sobre o debate da renovação das concessões de distribuição, (ii) os bons resultados dos seus recentes processos de revisão tarifária e (iii) a sua pequena, mas gerando valor, busca pela diversificação (operando também nos segmentos de Geração e Transmissão de energia).