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Equatorial (EQTL3)

Ação Top picks

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 33,27

+ R$ 1,11

(+3,45%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 69,00

Potencial

107,39%

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de EQTL3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de EQTL3 (28/10/2026)

A AGE da Equatorial aprovou a fixação de 9 membros no conselho de administração e elegeu Valdecyr Maciel Gomes como conselheiro independente. A assembleia reuniu 873,4 milhões de ações, ou 69,52% do capital votante. Para o investidor, a decisão reforça a estrutura de governança da companhia.

Notícias de EQTL3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, a Equatorial apareceu no noticiário em meio ao leilão de transmissão 04/2026 da ANEEL, marcado por forte competição e compressão de retornos nos novos projetos. O certame reuniu oito lotes, com capex total estimado em R$ 8,9 bilhões e RAP máxima de R$ 1,6 bilhão, mas os lances finais somaram aproximadamente R$ 811 milhões em RAP, o que implica deságio médio perto de 50%. O maior ativo do leilão foi o lote 4, com capex estimado em R$ 4,1 bilhões e RAP máxima de R$ 763 milhões, arrematado pela Celeo Redes por cerca de R$ 377 milhões, com deságio de 50,6%. Embora a cobertura tenha citado diferentes companhias do setor, o ponto relevante para a leitura de Equatorial é o ambiente competitivo mais agressivo em transmissão, com disputa intensa e menor espaço para retornos elevados em novos ativos. Para o papel, a principal implicação é setorial: o resultado do leilão reforça um cenário em que crescimento via novos projetos tende a exigir maior disciplina de alocação de capital, já que a pressão competitiva pode limitar a atratividade econômica de expansões nesse segmento.

Análises de EQTL3 nos últimos 3 meses

No 2T26, a Equatorial reportou EBITDA ajustado de R$2,7 bi, alta de 4,1% a/a e em linha no operacional, com distribuição entregando R$2,57 bi e compensando fraqueza em Echoenergia e saneamento; o lucro líquido ajustado ficou em R$110 mi, abaixo da expectativa de R$242 mi, pressionado por despesas financeiras de R$1,75 bi. Na prévia do 3T26, o consumo de distribuição cresceu 4,9% a/a, com destaque para CEA e Ceal, enquanto as perdas consolidadas subiram para 18,1%, ainda 80 bps abaixo do limite regulatório de 18,9%; em renováveis, a Echoenergia gerou 1.508 GWh, alta de 14,3% a/a, com curtailment ainda elevado de 12,3% em eólica e 43,0% em solar. Entre os vetores regulatórios, o componente Pd do fator X pode adicionar cerca de R$300 mi ao EBITDA e a atualização da base de inadimplência pode gerar mais R$340–350 mi de EBITDA anual; a companhia também defende o congelamento do WACC regulatório até a definição de nova metodologia. A leitura estratégica segue concentrada em distribuição e saneamento, com avanços em Copasa, potencial interesse por ativos da Enel e maior cautela em renováveis após a aquisição da Echoenergia, que o histórico de alocação de capital do BTG aponta como o principal erro recente. Ainda assim, o retrospecto em M&A segue relevante: o estudo estima criação de R$57 bi em VPL, com destaques para Cemar, Celpa, transmissão, Ceal e Cepisa, enquanto Sabesp e Copasa somariam R$8,2 bi em VPL no ciclo mais recente. Com gate de valuation nas análises, a ação negocia com preço-alvo entre R$56–69. Para investidores, recomenda-se acompanhar a revisão regulatória de perdas, inadimplência e WACC, além da execução em saneamento e da normalização do curtailment em renováveis.

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Tese de investimento

A Equatorial assegurou a posição de acionista de referência da Sabesp, adquirindo 15% da empresa a R$67/ação. A transação não foi apenas altamente geradora de valor, mas também abre uma importante avenida de crescimento em saneamento para a Equatorial. Vemos a ação sendo negociada a uma atraente TIR real, a qual é ainda impulsionada quando incluímos a aquisição da Sabesp. Do ponto de vista operacional, a empresa tem apresentado consistentemente números sólidos, com redução das perdas de energia e controle rígido dos custos, bem como progresso nas recuperações das concessões de distribuição recentemente adquiridas. Nossa recomendação de Compra é baseada em um valuation atraente e seu excelente histórico em operações de Distribuição e alocação de capital.