A Unifique é o maior ISP do Sul, oferecendo aos clientes serviços de banda larga (core business), TV por assinatura e telefonia fixa. Além do B2C, também oferece serviços para outros negócios. A Unifique é negociada a um valuation atraente, com um desconto em relação à Desktop e Brisanet. No entanto, a falta de crescimento orgânico deve impedir a expansão de múltiplo da ação. Um crescimento orgânico mais forte poderia nos tornar mais otimistas em relação a tese. Temos uma recomendação Neutra para a tese.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de FIQE3 (23/10/2026)
A Unifique convocou AGE para 16/11/2026 com votação a distância sobre nova avaliação das ações ordinárias no âmbito da OPA. Os acionistas também escolherão a avaliadora entre Grant Thornton Brasil e Fator Projetos. O laudo deverá ser entregue em até 30 dias, etapa relevante para o preço da oferta.
Análises de FIQE3 nos últimos 3 meses
A Unifique reportou 2T26 com receita líquida de R$345 mi, alta de ~20% a/a, e EBITDA ajustado de R$169 mi, +~18% a/a, com margem de 49,0%, 2,8% abaixo da estimativa e pressionada por custos de serviços e SG&A mais altos; o lucro líquido foi de R$45,9 mi. Em operação, a base de fibra chegou a 909 mil clientes, +11% a/a, com 5,4 mil adições orgânicas e mais 24 mil acessos via iSUPER, enquanto o móvel encerrou junho com 338 mil acessos, quase o dobro em um ano, apoiado por cross-selling, já que 85% da base móvel está vinculada a ofertas convergentes. O capex somou R$77 mi, -16% a/a, e o fluxo de caixa operacional livre atingiu R$92 mi, +~78% a/a, reforçando a leitura de balanço sólido, com dívida líquida/EBITDA de 0,58x no 2T26. No front societário, o controlador pretende lançar OPA a R$6,00 por ação para eventual fechamento de capital, com prêmio de ~10% sobre o fechamento anterior. O preço implica ~4,9x EBITDA de 2025 e ~4,5x EBITDA de 2026E, abaixo de 6,1x EBITDA observado na aquisição da Desktop pela Claro; por essa referência, o valor implícito seria de ~R$9,35 por ação. A administração indicou expectativa de EBITDA de ~R$700 mi em 2026 e R$1 bi até 2028, enquanto a receita bruta móvel avançou de ~R$11 mi em 2024 para R$69 mi em 2025, com projeções de ~R$170 mi em 2026 e ~R$300 mi em 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a reação dos minoritários à OPA e a evolução da monetização do móvel, pontos centrais para a precificação e o desfecho da operação.
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