Acreditamos que atingimos níveis mínimos em termos de lucratividade no Brasil, com margens EBITDA quase nos menores níveis históricos de 8-9% (vs. níveis de meio de ciclo de 18-20%). A realidade é que a Gerdau já trabalha em uma série de medidas de redução de custos para recuperar os níveis de rentabilidade. Nos EUA, os resultados permanecem suportados em um nível elevado, com spreads de metais saudáveis e uma perspectiva sólida para demanda. A América do Norte é agora responsável por quase ⅔ da sua geração de EBITDA, e a empresa continua negociando como uma tese puramente brasileira (os pares dos EUA negociam a 6-8x o EBITDA, enquanto a Gerdau negocia perto de 4x) – uma diferença de múltiplo injustificada. Vemos potencial de queda muito limitado para suas ações nos níveis atuais e esperamos uma evolução contínua e saudável de lucros/rentabilidade no futuro. E ainda, vemos suas ações apresentarem um yield em potencial de fluxo de caixa próximos de 8-10%.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de GGBR4 (27/10/2026)
A Gerdau reportou EBITDA ajustado de R$ 3,8 bilhões no 3T26, alta de 10% ante o 2T26, com lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão (+4%). A América do Norte respondeu por 76% do EBITDA, com margem de 27,7%. A alavancagem caiu para 0,58x e o fluxo de caixa livre foi de R$ 1,4 bilhão.
Notícias de GGBR4 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, Gerdau concentrou as notícias em torno de um resultado trimestral forte, sustentado pela operação na América do Norte, e de uma mensagem de disciplina financeira em meio a um ambiente ainda mais desafiador no Brasil. No 3T26, a companhia reportou Ebitda ajustado de aproximadamente R$ 3,8 bilhões, com margem de 20,2%, receita líquida de cerca de R$ 18,7 bilhões e lucro líquido ajustado próximo de R$ 1,5 bilhão, além de desempenho ligeiramente acima do consenso. A operação norte-americana respondeu por cerca de 76% do Ebitda, com aproximadamente R$ 2,9 bilhões e margem de 27,7%, apoiada por demanda ligada a data centers, energia, transmissão e infraestrutura, enquanto Brasil e América Latina seguiram pressionados por custos, juros elevados e demanda mais fraca. A companhia indicou manutenção do guidance de investimentos para 2026, embora admita desembolsos abaixo do previsto anteriormente, preservando flexibilidade de capital e foco em geração de caixa; também sinalizou benefícios mais limitados no curto prazo no projeto de Miguel Burnier, com início previsto para o 4T26. No balanço, o caixa livre ficou em aproximadamente R$ 1,4 bilhão, a alavancagem recuou para cerca de 0,6 vez dívida líquida/Ebitda e foram aprovados R$ 667 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,34 por ação. Em paralelo, a administração reforçou expectativa de continuidade da defesa comercial contra o aço importado, com possível avanço de medidas antidumping, enquanto casas como BTG e UBS BB destacaram a ação entre as preferidas em commodities pela exposição ao dólar, geração de caixa e valuation comprimido. O conjunto reforça uma leitura de resiliência operacional, balanço saudável e maior proteção relativa em um cenário macro mais adverso, ainda que a dependência dos EUA siga elevada para sustentar a rentabilidade consolidada.
Gerdau (GGBR4) reporta Ebitda de R$ 3,8 bi no trimestre, com força dos EUA Gerdau vê novas medidas contra aço importado e reporta Ebitda de R$ 3,8 bi BTG vê Suzano e Gerdau como hedges preferidos após eleição de Lula BTG vê Suzano (SUZB3) e Gerdau (GGBR4) como hedges preferidos no setor UBS BB mantém Petrobras, Prio e Gerdau entre preferidas e segue cauteloso com Vale Gerdau mantém guidance de investimentos para 2026 e pode gastar menos capex BTG vê 26 ações atrativas após queda da bolsa, mas alerta para risco fiscal
Análises de GGBR4 nos últimos 3 meses
A Gerdau entregou 3T26 sólido, com EBITDA consolidado de R$3,77 bi, alta de 10% t/t e 38% a/a, praticamente em linha com as estimativas, sustentado pela América do Norte, onde a margem EBITDA atingiu 27,7% mesmo com parada programada em Midlothian; no Brasil, a margem ficou em 10,7%, acima do esperado, enquanto a América Latina foi o ponto mais fraco, com 11,1%. Na prévia do trimestre, o destaque já era a operação americana, com preços realizados de US$1.570/t, alta de 5% t/t e 19% a/a, volumes de 1,31 Mt, e expectativa de margem acima de 26%, enquanto no Brasil os volumes domésticos subiram para 1,18 Mt, mas exportações recuaram para 172 kt. Entre os principais KPIs, o fluxo de caixa livre somou R$1,44 bi no 3T26, equivalente a yield anualizado de 12%, o capex foi de R$1,1 bi e a dívida líquida caiu para R$7,69 bi, com alavancagem de 0,6x; no 2T26, o EBITDA havia sido de R$3,43 bi, com FCF de R$237 mi, reforçando a trajetória de melhora operacional e financeira. Como âncoras, cerca de 75% do EBITDA vem da América do Norte, uma depreciação de 10% do real pode elevar o EBITDA em ~15%, o capex anual tende a recuar para ~R$4 bi em 2027, de ~R$5 bi, e a ação negocia abaixo de 4x EV/EBITDA 2027, com FCF yield em ~9–13%. A tese segue apoiada na resiliência das operações nos EUA, menor intensidade de investimentos, balanço forte e maior capacidade de retorno de capital, com divisão aproximada de 50/50 entre dividendos e recompras. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução das tarifas nos EUA, onde a proteção comercial segue relevante, e o efeito da sobreoferta chinesa, com exportações de aço acabado de 10,49 Mt em setembro e expectativa de mais de 100 Mt em 2026.
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