Apesar das pressões de margem que temos visto nos últimos trimestres, os resultados do Grupo Mateus reforçaram a resiliência de suas operações. Também esperamos que a lucratividade melhore gradualmente à medida que as novas lojas amadureçam. Embora a concorrência acirrada (inclusive de varejistas regionais, saturando alguns mercados), as margens apertadas e as tendências voláteis de inflação signifiquem que o setor de varejo de alimentos não é uma grande opção estrutural no momento, ainda vemos o GMAT (nossa Top Pik no segmento para 2025) como uma opção mais resiliente, combinando baixa alavancagem financeira, um valuation barato (negociado a 10x P/L para 2025 e 8x P/L para 2026) e exposição a regiões (Nordeste e Norte) onde os players nacionais (e mais agressivos) são menos predominantes.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de GMAT3 (08/10/2026)
O Grupo Mateus informou compra à vista de 250 mil ações ON em tesouraria em setembro, a R$ 4,75392 por ação, com volume de R$ 1,19 milhão. O saldo em tesouraria passou de 3.205.364 para 3.455.364 ações, movimento que pode reduzir a oferta de papéis no mercado.
Análises de GMAT3 nos últimos 3 meses
No 2T26, o Grupo Mateus reportou receita líquida de R$ 9,85 bi, alta de 12,2% a/a e em linha com as estimativas, enquanto o EBITDA pós-IFRS16 ficou em R$ 682 mi, queda de 12,1% a/a, com margem de 6,9%, e o EBITDA pré-IFRS16 em R$ 524 mi, queda de 21,1%, com margem de 5,3%; a melhora sequencial de rentabilidade refletiu margem bruta de 23,5%, 60 bps acima do 1T26, despesas operacionais em 16,4% da receita, ante 17,4%, e recuperação do Novo Atacarejo, embora o SSS consolidado tenha permanecido fraco em -8,0%, pior que -7,3% no trimestre anterior, com maior pressão em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Para o 3T26, a prévia setorial aponta continuidade do ambiente desafiador, com receita líquida em queda de 1,2% a/a, SSS de -4% e margem EBITDA pré-IFRS16 de 5,3%, em um varejo alimentar ainda pressionado por juros altos, renda comprimida e consumo seletivo. Entre os KPIs, o lucro líquido atribuível foi de R$ 237 mi, queda de 39,3% a/a, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 247 mi, a dívida líquida subiu para R$ 1,09 bi e a alavancagem avançou para 0,51x EBITDA pré-IFRS16, ainda em nível confortável; o ciclo de conversão de caixa encerrou em 42 dias e o capex caiu 36,5% a/a, para R$ 162 mi. No pano de fundo setorial, o varejo alimentar mostrou SSS de 3,3% em setembro no Radar Scanntech, mas sustentado por preços, com unidades em queda de 2,2% e tráfego recuando 2,9%, o que reforça leitura cautelosa para alavancagem operacional. A tese segue apoiada na liderança regional, baixa alavancagem e espaço de expansão, mas a recuperação depende de melhora do consumo no Nordeste e de um ambiente macro menos restritivo. Em valuation, a ação tinha preço-alvo de R$ 9,00.
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