Com as crescentes incertezas sobre a tese de investimento nos últimos anos, definitivamente recebemos bem os números reportados nos últimos trimestres, pois são sinais claros de que o HAPV está no caminho certo para entregar com sucesso sua reestruturação. Em outras palavras, a tarefa de integrar os ativos da GNDI aparentemente tem sido altamente bem-sucedida até agora. Portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra para a Hapvida, que continua sendo nossa principal escolha no setor de saúde. O valuation pode parecer elevado, mas assumindo uma margem EBITDA de 15% em 2025 (430bps acima de 2023), o valuation da ação se torna atraente ajustado para 2025, quando os lucros se aproximam dos padrões normalizados.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de HAPV3 (09/10/2026)
A Fitch rebaixou o rating nacional de longo prazo da Hapvida (HAPV3) para A(bra), de AA+(bra), com perspectiva negativa. A agência cita consumo recorrente de caixa, perda de 200 mil beneficiários e CFO ainda negativo em BRL280 milhões em 2026 e BRL45 milhões em 2027, elevando a pressão sobre liquidez e alavancagem.
Análises de HAPV3 nos últimos 3 meses
No 2T26, a Hapvida reportou receita líquida de R$8,0 bi (+4% a/a), EBITDA ajustado de R$504 mi (-44% a/a) e prejuízo líquido contábil de R$217 mi, com o EBITDA 30% abaixo da estimativa e no menor nível em cinco anos; a sinistralidade caixa foi de 75,2%, +130 bps a/a e +300 bps t/t, enquanto a base de saúde caiu 16 mil vidas no trimestre e o ticket médio subiu 5,7%, para R$306/mês. Para o 3T26, a prévia aponta novo trimestre fraco, com receita de R$7,9 bi (+2% a/a), EBITDA de R$466 mi (-24% a/a), margem de 5,9% (-200 bps a/a), prejuízo ajustado de R$120 mi e sinistralidade caixa de 75,5%; dados da ANS reforçam a pressão comercial, com perda de 58 mil vidas em julho e saldo negativo de 129 mil no ano, além de queda de 88 mil vidas em julho-agosto. Os principais vetores seguem sendo judicialização, contratos não rentáveis, despesas com fechamento de unidades, multas da ANS, maiores despesas comerciais e menor alavancagem operacional. No balanço, a companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$5,4 bi, caixa de R$8,0 bi ou R$5,3 bi ex-caixa restrito, amortizações de R$2,2 bi nos próximos dois anos e alavancagem de 2,5x EBITDA UDM incluindo arrendamentos, ou ~3,7x ao excluir caixa restrito; os yields das debêntures mais líquidas abriram para ~CDI+10%, de ~CDI+7%. A judicialização segue como risco central: novos bloqueios cíveis somaram R$350 mi no 2T26, depósitos judiciais chegaram a R$1,25 bi e a cobertura entre provisões e depósitos caiu para 91%. Após o 2T26, as estimativas de EBITDA foram cortadas em 25% para 2026 e 30% para 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução da revisão de 947 mil vidas, das quais ~665 mil podem ser descontinuadas em 12 meses, com impacto potencial de ~8% na base e risco adicional para margens e caixa.
Saúde - Prévia do 3T26 Saúde & Educação - Reflexões rápidas sobre o resultado da eleição Hapvida (HAPV3) - Ainda há um longo caminho à frente Saude: Dados da ANS de julho - Sulamérica e Bradsaúde se destacam; Hapvida fica para trás Hapvida (HAPV3): Ainda um longo caminho pela frente Hapvida (HAPV3): Resultados do 2T26
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