Os resultados do 2T24 mostraram mais um forte desempenho do Inter, confirmando as expectativas de que sua lucratividade permanece em uma clara tendência de alta. Importante sinalizar que o banco digital liberou o produto PIX Finance para toda a sua base de clientes de cartão de crédito e está testando diferentes formas de engajar os clientes, o que pode representar um rápido ganho de ROE. No passado recente, também passou por um período de expressiva redução de custos, com queda de quadro de funcionários de 4,1 mil para 3,3 mil e ajustes nas assimetrias oferecidas aos clientes, como cashback. Embora continue comprometido em melhorar a eficiência, a mensagem que recebemos deles é que agora estão analisando quais áreas os reforços em investimentos/pessoal podem melhorar os resultados (impostos, investimentos, cartões de crédito, etc.), incluindo novas contratações na gestão. Dito isto, e embora esperemos que o ROE continue a subir, isso nem sempre acontece de forma linear, o que talvez fosse o que o mercado estava precificando. Embora a nossa visão para a tese de investimento tenha melhorado novamente, nossa recomendação Neutra, por enquanto, permanece.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de INBR32 (19/10/2026)
A Inter&Co informou que o período de definição terminou em 16 de outubro e o INBR32 deixou de ser negociado na B3 após esse pregão. De 19 de outubro a 17 de novembro, haverá crédito de INBR34 em 21 de outubro e venda facilitada das ações sem escolha válida, com pagamento em reais após a conversão.
Análises de INBR32 nos últimos 3 meses
O Inter reportou no 2T26 lucro líquido de R$421 mi, +7% t/t e +34% a/a, com ROE de 16,3%, receita de R$2,73 bi e NII de R$2,04 bi, +39% a/a, enquanto o NIM subiu para 10,1%; a carteira de crédito alcançou R$51,9 bi, +29% a/a, com destaque para imobiliário, cartões, PMEs e consignado privado de R$2,8 bi. O resultado veio melhor do que o mercado temia, mas com piora em qualidade de ativos: inadimplência inicial de 4,8%, NPL 90+ de 5,3%, provisões de R$860 mi, custo de risco de 5,9% e cobertura de 134%, com mais de 80% da deterioração anual ligada ao consignado privado. Em funding e eficiência, depósitos somaram R$56,7 bi, funding total R$77,2 bi, clientes ativos 26,4 mi, receitas de tarifas R$593 mi, TPV+Pix de R$453 bi, despesas de R$1,36 bi e índice de eficiência de 42,1%; o capital também avançou, com Tier 1 de 12,7% e Basileia de 14,4%, sustentando a leitura de neutralidade de capital. Após reuniões com investidores e administração, a mensagem central passou a ser rentabilidade acima de crescimento, com expansão da carteira em ~29% e cenário para o próximo ano entre 20% e 25%–30%, margem ajustada ao risco estável, melhora de eficiência de 2–4 p.p. e custo do risco perto de 6%; cerca de 65%–70% da carteira é colateralizada e 2/3 do crédito tem garantias. O consignado privado segue como principal ponto de atenção, embora a companhia espere melhora operacional, enquanto PMEs e cartões ainda oferecem avenida de crescimento. Em valuation, a ação negocia perto de 1x–1,1x valor patrimonial e a menos de 6x–7,5x lucro estimado de 2026–27, com preço-alvo entre R$46 e R$51 nos materiais. Para investidores, recomenda-se acompanhar o ciclo de crédito ao consumidor, eventuais medidas macroprudenciais e a execução no consignado privado, que seguem como os principais vetores para inadimplência, capital e ROE.
Financeiro - Atualização do nosso exercício de TIR após a queda pós-eleições Financeiro - Que arrancada! Financeiro - NuBank e Inter na CEO Conference Bancos Brasileiros: Banco Central avalia medidas para conter o crédito Inter & Co (INBR32): Foco no longo prazo, mas com aumento de RoE no curto prazo Inter & Co (INBR32) - 2T26: Melhor que o temido?
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