O negócio de varejo brasileiro do Itaú mudou drasticamente, particularmente no segmento de baixa renda, e acreditamos que o Itaú fez um ótimo trabalho (o melhor entre os incumbentes) aceitando e se adaptando ao cenário de mudanças, o que acreditamos que permitirá que seu ROE sustentável aumente a diferença em relação aos pares. O crescimento dos empréstimos está acelerando, as margens financeiras continuam em uma tendência saudável e as receitas de prestação de serviços + seguros estão se expandindo acima do PIB nominal. E tudo isso com índices de inadimplência historicamente baixos, um CET1 muito forte (e gerando mais capital) e um controle de custos decente (embora ainda investindo pesadamente na sua transformação digital). Se “normalizarmos” sua situação de capital para os dividendos extras que acreditamos que ela será capaz de distribuir nos próximos dois anos, estamos falando de um ROE acima de 25% para uma empresa muito grande que gera mais de R$ 10 bilhões de lucro por trimestre e ainda é capaz de expandir o EBT +20% a/a. Reiteramos, assim, o Itaú como nossa principal escolha entre os bancos brasileiros.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de ITUB4 (09/10/2026)
A tesouraria do Itaú Unibanco informou movimentação de 153.360 ações PN em 24/09/2026, a R$ 40,14 por ação, com volume de R$ 6,16 milhões, ligada a plano de outorga de ações e/ou opções. O saldo de ações PN caiu de 4.996.650 para 4.843.290, indicando redução da posição em tesouraria.
Análises de ITUB4 nos últimos 3 meses
O Itaú reportou 2T26 sólido em balanço e qualidade de ativos, ainda que com operação um pouco abaixo do padrão histórico: lucro líquido recorrente de R$12,4 bi, +1% t/t e +8% a/a, com ROE de 24,5%, NII total de R$32,3 bi, inadimplência acima de 90 dias em 1,9%, cobertura em 53,8% e CET1 de 12,3%. A carteira cresceu 3% t/t e 10% a/a, puxada por corporate, imobiliário e consignado, enquanto tarifas somaram R$11 bi, -3% a/a, pressionadas por menor atividade em investment banking, corretagem, meios de pagamento e contas correntes; isso levou ao corte do guidance de tarifas e seguros para 2%–5%, de 5%–9%, equivalente a redução de ~17% no ponto médio. Em discussões setoriais, a administração reiterou conforto com a qualidade dos ativos, inclusive no consignado privado, com inadimplência abaixo de metade da média de mercado, e indicou espaço para preservar ROE em torno de 25% via eficiência, melhora de produtos e menor pressão tributária com maior uso de JCP. A leitura para 2027 segue mais desafiadora para os incumbentes, com foco de investidores em qualidade de ativos e ciclo de crédito, mas o Itaú aparece mais defensivo, apoiado por capital forte e capacidade de acelerar quando o ambiente macro melhorar. No pano de fundo setorial, a compressão dos juros longos ajudou a reprecificar bancos: o DI de 10 anos caiu de ~14,2% para ~13%, e o custo de capital implícito do Itaú foi citado em 16,1%, em linha com a melhora de percepção para o setor. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução em serviços, a retomada da margem com clientes no 4T26 e a evolução da inadimplência do sistema em 2027.
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