Com base em nossas novas projeções, vemos a LOG sendo negociada em um valuation atraente e um Dividend yield de 13% (nossos números estão alinhados com o guidance da empresa de R$350-450 milhões de lucro líquido e um payout de 50%). Mais importante ainda, como esperamos que a LOG continue crescendo (já que as vendas do portfólio têm sido uma fonte importante de financiamento), vemos uma TIR real implícita de 15%, que coloca a LOG entre as empresas com o valuation mais atrativo em nossa cobertura de Shoppings & Propriedades. Assim, reiteramos nossa recomendação de Compra para a ação.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de LOGG3 (08/10/2026)
A LOG Commercial Properties informou que o Challenger FIA alienou 1.033.700 ações ordinárias. Com isso, passou a deter 10.931.746 ações, ou 12,44% do capital. A participação consolidada do bloco de controle ficou em 30.506.346 ações, ou 34,72%, sem mudança de controle nem obrigação de OPA.
Análises de LOGG3 nos últimos 3 meses
A LOG reportou 2T26 em linha, com receita líquida de R$66 mi (+7% a/a), EBITDA ajustado de R$49 mi (+6%) e margem de 74%, enquanto o FFO somou R$9 mi. No operacional, entregou 81,5 mil m² em dois projetos, ambos 100% locados, encerrou o trimestre com vacância de 1%, SCR real de +1,8% e ticket médio de R$25/m² (+17% a/a), reforçando a resiliência dos galpões logísticos. Em seguida, a leitura setorial para propriedades comerciais indica que os ativos logísticos seguem entre os destaques do segmento, com demanda robusta sustentando crescimento real dos aluguéis, em contraste com um ambiente macro mais desafiador para outros subsetores imobiliários. A companhia também anunciou a venda do ativo LOG Recife II, com 48 mil m² de ABL, para o TRFX11 por R$210 mi, em transação estruturada em três parcelas, sendo 62% no fechamento, 19% até 30 de dezembro corrigidos por IPCA e 19% após 14 meses, também corrigidos por IPCA. Pelas estimativas do relatório, a operação foi fechada a cap rate de ~8%, com margem bruta de ~41%, versus yield on cost de 12–13% nos desenvolvimentos, o que reforça a capacidade de reciclagem de portfólio com captura de valor. A combinação de vacância muito baixa, reajuste real de aluguel e monetização seletiva de ativos sustenta a tese de crescimento com disciplina de capital, embora o FFO ainda permaneça em patamar modesto. Para investidores, recomenda-se acompanhar o ritmo de novas locações, a continuidade do crescimento real dos aluguéis e novas reciclagens de portfólio em um mercado logístico ainda favorecido por demanda sólida.
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