A Melnick está entre as maiores incorporadoras do Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Região Metropolitana). A empresa foi fundada na década de 70 por Milton Melnick e, desde 1992, é liderada pela 2ª geração da família. Desde 2008, a Melnick firmou uma JV com a Even, mas manteve uma gestão 100% independente. Em 2020, a Melnick fez IPO no Ibovespa, mas continua controlada pela família fundadora (Melnick). Com um cenário de flexibilização da política monetária no Brasil, abrindo espaço em potencial para que os bancos reduzam as taxas de hipoteca (melhorando a acessibilidade), as companhias de construção civil de média/alta renda poderão se beneficiar. E devido ao (i) valuation atrativo; (ii) balanço patrimonial robusto; (iii) domínio no mercado de Porto Alegre; e (iv) grande banco de terrenos na cidade, temos uma recomendação de Compra para as ações da Melnick.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de MELK3 (09/10/2026)
A Melnick Desenvolvimento Imobiliário informou que sua coligada Melnick Even recebeu 1.033 ações ON de MELK3 em 24/09/2026 via plano de remuneração, a preço de R$ 0,00. A posição final informada ficou em 3.233.890 ações ON, ante saldo inicial de 3.234.923.
Análises de MELK3 nos últimos 3 meses
A Melnick reportou 2T26 ligeiramente acima das estimativas do BTG, sustentado por margens: a receita líquida caiu 20% a/a, para R$271,1 mi, o EBITDA ajustado ficou estável em R$46,8 mi, 28% acima da projeção, com margem de 17,2%, e o lucro líquido somou R$34,1 mi, queda de 13%, com ROE de 12,6–13%. Na prévia do 3T26, o quadro voltou a enfraquecer, com receita estimada em R$178 mi e lucro líquido de R$20 mi, em um trimestre descrito como fraco para incorporadoras de média e alta renda. Os dados operacionais já apontaram essa deterioração: vendas brutas de R$116 mi, queda de 33% a/a, cancelamentos de R$24 mi, vendas líquidas de R$91 mi, recuo de 38%, velocidade de vendas de 6% ante 10% um ano antes e apenas um lançamento, um loteamento Arcadia com VGV de R$23 mi, queda de 81% a/a; no período, a companhia também entregou dois projetos, com VGV de R$88 mi. No caixa, o 2T26 teve consumo de R$22 mi, pressionado por aquisição de terrenos e aumento de recebíveis, enquanto a dívida líquida encerrou o trimestre em R$535 mi, equivalente a 44% do patrimônio líquido. A leitura consolidada é de uma operação ainda pressionada por demanda mais fraca, juros elevados no crédito imobiliário e maior dificuldade de giro de estoques, embora a companhia espere aceleração de lançamentos no trimestre seguinte. Em valuation, a ação negociava a 0,65x P/VPA tangível e a ~3,7x P/L 2027, com preço-alvo de R$4,8. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução dos próximos lançamentos e a recuperação da velocidade de vendas em um segmento ainda desafiado pelo ambiente macro e de financiamento.
Construção Civil: Prévia do terceiro trimestre de 2026: mais um trimestre fraco Shoppings: Prévia do 3T26: resiliente, apesar do cenário macroeconômico difícil Melnick (MELK3): Terceiro trimestre fraco, com velocidade de vendas de 6% Construção Civil: Perspectiva mais difícil, mas o desempenho inferior recente foi excessivo Construção Civil: Resumo do 2T26 Melnick (MELK3): Resultados do 2T26 Prévia do 2T26 - Um trimestre mais fraco
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