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Magazine Luiza (MGLU3)

Ação

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 5,50

+ R$ 0,41

(+8,06%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 12,00

Potencial

118,18%

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de MGLU3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de MGLU3 (19/10/2026)

A Magazine Luiza afirmou à CVM que a parceria comercial com a Shopee, junto da Kabum, faz parte de estratégia já divulgada de ampliar vendas em marketplaces. Segundo a companhia, o contrato é não exclusivo, sem investimento relevante ou volume mínimo, e não permite mensurar impacto financeiro material.

Análises de MGLU3 nos últimos 3 meses

A Magazine Luiza reportou 2T26 fraco, com EBITDA ajustado de R$709 mi, margem de 8% e lucro líquido ajustado negativo em R$50 mi, refletindo pressão do e-commerce e despesas financeiras líquidas de R$572 mi, alta de 15,5%; ainda assim, as lojas físicas seguiram resilientes, com SSS de 9,7%, e a margem bruta avançou 10 bps, para 30,6%. Na prévia do 3T26, o BTG projetou GMV online de -9% a/a, melhor que em trimestres anteriores, GMV consolidado de -3% a/a, SSS de 10% e margem EBITDA pós-IFRS16 de 8,1%, com potencial de captura de demanda diante das dificuldades da Casas Bahia. Entre os KPIs, a receita líquida do 2T26 somou R$9 bi, -3% a/a, o GMV consolidado ficou em R$14,5 bi, -5%, o marketplace caiu 12,6% e o 1P, 11,5%; a geração de caixa operacional foi positiva em R$259 mi e o fluxo após capex, de R$104 mi, com capex de R$155 mi. Na Luizacred, o TPV total atingiu R$24,7 bi, +0,6%, a carteira de cartão chegou a R$20,23 bi, +1,8%, e o lucro líquido subiu 33%, para R$135 mi; a inadimplência acima de 90 dias caiu para 7,3%, a de 15 a 90 dias recuou para 2,5%, e a provisão caiu 14%, para R$2,25 bi. Como âncoras, o banco destaca que cada queda de 100 bps na Selic pode elevar o lucro líquido estimado de 2027 em ~19%, enquanto uma alta de 100 bps no custo de capital pode reduzir o valor das ações em ~11%; a companhia também antecipou o pagamento de uma debênture de cerca de R$1 bi, reforçando o balanço para um cenário de juros altos. A tese segue centrada em crescimento omnicanal rentável, ganho de participação com a retração da Casas Bahia e maior peso de serviços, mas em um ambiente ainda marcado por competição intensa de Mercado Livre, Shopee, Amazon e TikTok Shop. Em valuation, a ação foi citada com preço-alvo de R$12,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de juros, crédito às famílias e a intensidade competitiva no e-commerce, em um setor cujo P/L mediano de 2027 caiu para 6,5x em um dos recortes setoriais.

Conteúdo gerado com a ajuda de IA, pode conter erros. Confira as informações no documento na íntegra.

Tese de investimento

Nos últimos anos, afirmamos que, apesar da queda das ações da MGLU, ainda esperamos que ela seja pressionada por: (i) um crescimento mais lento do GMV online, dada sua exposição a categorias altamente cíclicas, como eletrônicos e eletrodomésticos, e uma perspectiva competitiva acirrada no canal online; (ii) o impacto das altas taxas de juros nos resultados da Luizacred; e (iii) um alto custo de financiamento para descontar recebíveis, afetando os resultados financeiros e o lucro líquido. Reconhecemos que as taxas de juros mais altas, juntamente com as perspectivas cada vez mais competitivas para o e-commerce, pressionam a receita da empresa, bem como o lucro líquido, mas os últimos trimestres mostraram tendências saudáveis de lucratividade (e geração de caixa), sustentando nossa recomendação de Compra.