A MRV está no caminho certo para recuperar a lucratividade de suas operações de baixa renda, refletindo a acessibilidade melhorada para os compradores de imóveis após mudanças positivas no programa MCMV e aumentos nos preços de venda. Acreditamos que a MRV deverá recuperar sua rentabilidade no médio prazo, embora os lucros possam se manter pressionados no curto prazo, por isso mantemos nossa recomendação de Compra para a ação. Embora o valuation da MRV pareça descontado a 0,6x P/VP, a recuperação da margem no Brasil está demorando mais do que o previsto (a margem bruta quase não cresceu no 4T, já que a MRV continua registrando provisões para custos excedentes), e as perspectivas para a Résia estão se deteriorando (juros persistentemente altos nos EUA). Planejamos atualizar nosso modelo em breve, incluindo um cenário mais difícil para 2025.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de MRVE3 (20/10/2026)
O conselho de administração da MRV aprovou por unanimidade, em 14 de outubro de 2026, o plano anual de trabalho da auditoria independente, seguindo recomendação do Comitê de Auditoria. A decisão reforça a governança e não traz impacto financeiro direto informado.
Análises de MRVE3 nos últimos 3 meses
A MRV reportou 2T26 fraco, com receita líquida consolidada de R$ 3,0 bi (+11% a/a), margem bruta de 33,5% (+70 bps) e prejuízo líquido de R$ 627 mi, abaixo das estimativas, além de consumo de caixa consolidado de R$ 32 mi; o principal foco de pressão foi a Resia, com prejuízo de US$ 124 mi, patrimônio líquido negativo de US$ 23 mi e perdas ligadas à venda e impairment de ativos, embora a companhia já tenha vendido US$ 401 mi em ativos no ano. Na prévia do 3T26, o destaque foi operacional: vendas líquidas de R$ 3,3 bi (+30% a/a e 13% acima das estimativas), lançamentos de R$ 2,9 bi (+12% a/a, mas 13% abaixo do esperado) e velocidade de vendas de 25%, acima de 22% no 3T25; MCMV + Sensia responderam por R$ 2,7 bi em lançamentos e R$ 3,1 bi em vendas, enquanto a Urba lançou R$ 178 mi e vendeu R$ 85 mi, e a Luggo somou R$ 166 mi em vendas. Em caixa, o Brasil gerou R$ 162 mi no trimestre, mas com composição desigual: consumo de R$ 2 mi na baixa renda, geração de R$ 18 mi na Urba e R$ 146 mi na Luggo; a operação principal foi afetada pela greve da Caixa em setembro, com efeito estimado em ~R$ 80 mi. Nos EUA, Resia + MRV US geraram R$ 273 mi em fluxo de caixa no 3T26, apoiadas pela venda de Ten Oaks e Rayzor Ranch por US$ 139 mi, reduzindo a dívida líquida em US$ 87 mi, enquanto Memorial e cinco terrenos, somando US$ 170 mi, seguem no pipeline de venda. No setor, a restrição de crédito da Caixa levou o BTG a cortar em ~45% as estimativas de lucro de 2027 para a companhia e a projetar prejuízo de ~R$ 530 mi em 2026. Ainda assim, o papel negocia a cerca de 3x–5x P/L 2027 no segmento, com preço-alvo mais recente de R$ 8. Para investidores, recomenda-se acompanhar a conversão de vendas em caixa no MCMV, a normalização do funding via Caixa e a execução da desalavancagem nos EUA.
Shoppings: Prévia do 3T26: resiliente, apesar do cenário macroeconômico difícil MRV (MRVE3): Terceiro trimestre razoável, com sólida velocidade de vendas, mas fraca geração de fluxo de caixa Construção Civil: Perspectiva mais difícil, mas o desempenho inferior recente foi excessivo Construção Civil: Resumo do 2T26 MRV (MRVE3): Resultados do 2T26 Prévia do 2T26 - Um trimestre mais fraco
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