Após um ceticismo inicial no início de 2024, o otimismo dos investidores em relação à Rumo está retornando após a recente melhoria nas dinâmicas de preços de frete. A combinação de preços mais altos de frete rodoviário, uma melhor perspectiva para a produção de grãos e restrições em outros corredores logísticos impactando positivamente a dinâmica de precificação da Rumo no próximo ano. Olhando além de 2025, estamos confiantes no crescimento constante de volume no principal corredor da Rumo (Rondonópolis-Santos), especialmente após as recentes expansões de capacidade em Santos. Com um múltiplo EV/EBITDA atraente, temos uma recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de RAIL3 (13/10/2026)
A Rumo informou movimentações próprias com ações ON em setembro de 2026 via stock options ILP, intermediadas pelo BTG Pactual. Foram 22.626 ações, com volume somado de R$ 347,1 mil. O saldo final caiu de 2.216.849 para 2.194.223 ações, sinalizando redução de 22,6 mil papéis em tesouraria.
Análises de RAIL3 nos últimos 3 meses
A Rumo reportou 2T26 em linha, com receita líquida de R$3,9 bi, EBITDA reportado de R$2,1 bi e EBITDA ajustado de R$2,3 bi, com margem de 58%, abaixo de 61% no 2T25, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$688 mi. Os volumes seguiram fortes, em 23,8 bi de TKU no trimestre, alta de 9% a/a, com 19,4 bi no corredor Norte e avanço também na operação Sul; em julho, a companhia registrou recorde mensal de 8,4 bi de TKU, +12% a/a. Na prévia do 2T26, a expectativa já era de 23,8 bi de TKU, receita de R$3,9 bi, EBITDA de R$2,3 bi e lucro líquido de ~R$702 mi, com tarifas ainda fracas compensadas por eficiência e volumes. No 3T26, os dados operacionais mostraram 23,9 bi de TKU, +2% a/a e ~6% acima da estimativa de 22,6 bi, apesar de setembro mais fraco, com 7,0 bi de TKU, -10% a/a, refletindo chuvas e embarques mais tardios da safrinha. O capex somou R$1,6 bi no 2T26, abaixo de R$1,8 bi no 1T26, e a alavancagem permaneceu estável em 2,1x, com dívida líquida de R$17,3 bi; para 2026, a companhia trabalha com capex de R$5,5–6,1 bi e indicou menor pressão de desembolsos no 2S26, além de cronograma de pagamentos ao poder concedente de R$575 mi no 3T26, R$99 mi no 4T26, R$652 mi em 2027, R$154 mi em 2028 e R$63 mi em 2029. Na frente regulatória, o 5º termo aditivo da Malha Oeste foi lido como redutor de risco: a extensão temporária de até 180 dias suspende a operação, limita o desembolso potencial a até R$26 mi e explicita que a holding não responde solidariamente pelos passivos da subsidiária; além disso, o acerto com o governo deverá considerar passivos e créditos. No valuation, a ação negocia a ~6,2–6,7x EV/EBITDA 2026 e ~5,6–7,0x 2027; a provisão de ~R$2,9 bi para a Malha Oeste, equivalente a ~11% do valor de mercado, pode representar destravamento adicional de valor se revertida. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da Malha Oeste, a renegociação da Malha Sul, a recuperação tarifária e a execução da Fase 1 de Lucas do Rio Verde.
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