Sendo uma das nossas escolhas principais no setor de saúde, a Rede D'Or oferece uma oportunidade de investimento atraente, combinando uma história de restruturação no negócio de seguros com um sólido crescimento potencial no segmento hospitalar. Apoiados por resultados melhores, a recente parceria com o Bradesco e um forte momento operacional, permanecemos confiantes nas perspectivas de crescimento do segmento hospitalar e ganhos adicionais de margem no negócio de seguros, levando-nos a manter nossa recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de RDOR3 (16/10/2026)
A Rede D'Or informou a formalização do 3º aditamento ao acordo de acionistas e de acordo de cotistas da família Moll, com vigência de 20 anos. Os documentos consolidam voto em bloco, preferência na transferência de ações e regras de sucessão, preservando a atual gestão com Jorge Moll e Paulo Moll.
Análises de RDOR3 nos últimos 3 meses
A Rede D’Or reportou 2T26 acima do esperado, com receita líquida de R$ 14,9 bi (+6% a/a), EBITDA ajustado de R$ 3,4 bi (+24% a/a), 8% acima das estimativas, e lucro líquido de R$ 1,16 bi (+7% a/a); no hospitalar, o EBITDA ajustado foi de R$ 2,28 bi, com margem de 26,6%, ocupação de 80,2%, 110 leitos adicionados no trimestre e oncologia ainda forte, com receita de R$ 1,15 bi (+22% a/a). Para o 3T26, a prévia aponta trimestre mais moderado, com receita líquida consolidada de R$ 18,1 bi (+8% a/a), EBITDA ajustado de R$ 3,5 bi (+9% a/a), margem de 19,4% (+30 bps a/a) e lucro líquido ajustado de R$ 1,27 bi (-10% a/a), refletindo ocupação hospitalar mais fraca, estimada em 80%, e base mais difícil em oncologia, parcialmente compensadas pela SulAmérica. Em seguros, a SulAmérica mostrou melhora relevante no 2T26, com receita líquida de R$ 8,7 bi (+7% a/a), sinistralidade de 78,1%, queda de 320 bps a/a, e EBITDA ajustado de R$ 1,12 bi (+53% a/a), enquanto o BTG projeta para o 3T26 receita de R$ 9,0 bi (+6% a/a), 41 mil adições líquidas e sinistralidade de 77,5%. A alavancagem encerrou o 2T26 em 1,71x Dívida Líquida/EBITDA, ante 1,75x no 1T26, com dívida líquida de R$ 22,8 bi e FCFE de R$ 303 mi no trimestre. No capital, a companhia formalizou acordo de acionistas cobrindo 50,3% do capital por 20 anos, reforçando previsibilidade sucessória, e segue expandindo a Atlântica D’Or, que deve chegar ao 12º ativo com o projeto de Jundiaí; o plano orgânico prevê ~2,7 mil leitos até 2028, com alavancagem esperada entre 1x e 2x. Em valuation, as ações negociam entre 12,1x e 16x P/L 2027, ou ~13,5x no forward combinado, ainda abaixo do histórico, com EV/EBITDA de 5,6x em 2026 e 4,6x em 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução da ocupação hospitalar, da sinistralidade da SulAmérica e da sensibilidade do papel à curva longa de juros, já que 57%–60% do valor justo é atribuído à perpetuidade.
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