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Petroreconcavo (RECV3)

Ação

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 10,36

- R$ 0,40

(-3,72%)

Recomendação

neutro

Preço-alvo

R$ 12,00

Potencial

15,83%

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de RECV3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de RECV3 (21/10/2026)

O conselho da PetroReconcavo aprovou a venda de 100% da SPE Tieta para a KEO Capital AB, por meio de QPA, além da criação de uma NewCo para segregar os ativos operacionais antes da conclusão. A operação depende de autorizações regulatórias, incluindo da ANP, e pode alterar o portfólio de ativos da companhia.

Análises de RECV3 nos últimos 3 meses

A PetroReconcavo reportou no 2T26 EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$396 mi, alta de 28% t/t e 6% a/a, com receita de R$808 mi e lucro líquido de R$203 mi, apoiados por Brent mais forte, preços realizados mais altos e melhor eficiência no midstream, embora com produção ainda fraca em 24,1 mil boed e lifting cost de US$16,8/boe. Na prévia do 3T26, a expectativa é de desaceleração, com EBITDA ajustado de R$344 mi, queda de 13% t/t e 2% a/a, refletindo produção de 23,6 mil boed, ante 24,1 mil no 2T26; preços de petróleo ainda elevados e menores custos de midstream tendem a compensar apenas parcialmente a menor produção. Entre os principais indicadores, o FCFE do 2T26 foi de R$80 mi, ou yield de 3%, próximo da estimativa de R$87 mi, enquanto a alavancagem permaneceu estável em 1,0x dívida líquida/EBITDA; para o 3T26, o FCFE é projetado em R$102 mi, com capex de ~R$156 mi, após R$193 mi no 2T26. A companhia também anunciou R$100 mi em JCP, equivalente a dividend yield de 3,4%. Como âncora de valuation, a sensibilidade ao Brent segue elevada: o BTG estima FCFE yield de ~24% com Brent a US$100/bbl, ~9% a US$70 e ~3% a US$60. Ao mesmo tempo, a proteção via hedge limita a captura da alta do petróleo no curto prazo, com cerca de 55% da produção dos próximos 12 meses travada no 2T26 e ~42% da produção afetada por hedges na leitura para o 3T26. A tese segue dependente de recuperação operacional no 2S26 e em 2027, com avanço de workovers, normalização de ativos e melhor monetização do gás. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de produção e a conversão dessa recuperação em geração de caixa, já que o interesse setorial pelo papel tem sido mais limitado diante da baixa visibilidade operacional.

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Tese de investimento

A administração da RECV vinha sinalizando que os investimentos necessários para sustentar a curva de crescimento da empresa no médio prazo seriam normalizados. Acreditamos que a concretização disto reforçará a confiança dos investidores no potencial de criação de valor do RECV. Mais importante ainda, com menos oportunidades óbvias de fusões e aquisições e um balanço suficientemente forte para suportar investimentos direcionados em infraestrutura, é provável que os pagamentos de dividendos aumentem substancialmente. Temos uma recomendação de Compra com dividend yields projetados para 2024 e 2025 entre 15% e 20%.