A Localiza é um nome de alta qualidade e oferece uma relação de risco/retorno interessante, pois deverá se beneficiar de uma normalização gradual do mercado de automóveis e de taxas de juros de longo prazo mais baixas, apoiando o processo de renovação da frota da Localiza com melhores condições de compra. Para 2024, a RENT reforçou seu foco em: (i) novas políticas de precificação da divisão de aluguel para recuperar os níveis de retorno; (ii) otimização do portfólio e disciplina na alocação de capital; (iii) gestão eficiente dos custos da frota e produtividade; (iv) expansão da capacidade de vendas de Seminovos; e (v) inovação. Embora antecipemos uma depreciação ainda elevada no curto prazo, acreditamos que o preço atual da ação já reflete esse cenário. Numa perspectiva de longo prazo, o amadurecimento de novas oportunidades de negócio, como a subscrição de automóveis, também deverá ajudar a gerar valor nas ações. Os fundamentos de longo prazo da Localiza também estão praticamente intactos, com muitos segmentos operacionais apresentando baixas taxas de penetração.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de RENT3 (30/10/2026)
A Localiza concluiu a 49ª emissão de debêntures simples, em série única, no valor total de R$ 1 bilhão. Foram subscritas 1 milhão de debêntures de R$ 1.000 cada, com rating AAA.br da Moody’s. A captação reforça o perfil de financiamento da companhia.
Análises de RENT3 nos últimos 3 meses
A Localiza reportou 2T26 acima das estimativas, com receita líquida de R$12,3 bi, EBITDA de R$3,8 bi e lucro líquido de R$1,0 bi, altas de 25%, 14% e 31% a/a, respectivamente; o destaque ficou com locação, enquanto Seminovos seguiu como principal ponto de atenção. Em RAC, volumes cresceram 7% a/a, a diária média foi a R$154, a utilização atingiu 82% e a margem EBITDA ficou em 68%; em Gestão de Frotas, volumes subiram 1%, a diária média foi a R$109 e a margem chegou a 76%. Já Seminovos vendeu 92 mil carros, com receita de R$7,1 bi, mas margem EBITDA de 1,9%, abaixo do trimestre anterior, pressionada por mix pior e custos de expansão. Na prévia do trimestre, a expectativa era de receita de R$12,1 bi, EBITDA de R$3,7 bi, margem de 31%, lucro líquido de R$943 mi e vendas de 90,5 mil seminovos, em um período sazonalmente mais fraco e ainda pressionado por juros altos. A alavancagem encerrou o trimestre em 2,2x, com dívida líquida de R$32,4 bi, refletindo expansão de frota; o spread de ROIC ajustado subiu para 6,1%. Fora do print, a leitura da FIPE mostrou volatilidade no mercado de usados: após queda mais normalizada de 0,5% m/m em julho, os preços recuaram 1,3% t/t em setembro, abaixo do padrão histórico, o que pode elevar premissas de depreciação, embora parte do efeito possa ser compensada por reajustes de diárias. No pano de fundo, a companhia atravessou a crise de 2023–2024 com baixa contábil próxima de R$2,0 bi, disciplina de capital e recuperação de margem no aluguel de carros de ~45% para 67%. Em valuation, o papel negocia a ~9x P/L 2026E, 10,8–11x P/L 2027E e ~5,2–5,6x EV/EBITDA, com preço-alvo de R$63–65. Para investidores, recomenda-se acompanhar a dinâmica da FIPE, a evolução da depreciação e o repasse de preços em RAC.
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