O Santander foi o primeiro banco incumbente cujo crescimento de empréstimos desacelerou, juntamente com níveis de inadimplência mais altos. O 2T24 foi decente e confirma as expectativas gerais de que o Santander Brasil poderá desfrutar de uma recuperação cíclica mais rápida que a do Bradesco, por exemplo. Em reuniões recentes, o CEO mencionou que a meta de médio a longo prazo é apresentar um ROE próximo de 20%. Com o SANB11 sendo negociado em 1,2x o último VP, os investidores ainda não precificaram esse potencial – projetamos que o ROE fique ligeiramente abaixo de 17% no próximo ano. Nossa visão em relação ao SANB11 melhorou desde que atualizamos nossa recomendação para Neutro no final do ano passado. Por enquanto, mantemos essa recomendação Neutra, embora acreditemos que a correção da ação este ano pareça um tanto exagerada devido aos resultados melhores no primeiro semestre.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de SANB11 (30/10/2026)
O conselho do Santander Brasil aprovou em 30 de outubro a eleição de Márcio de Andrade Schettini e Oscar Rodríguez Herrero para o Comitê de Riscos e Compliance, e de Schettini para o Comitê de Nomeação e Governança. Os mandatos vão até a 1ª reunião do conselho após a AGO de 2027. A medida atualiza a estrutura de governança do banco.
Análises de SANB11 nos últimos 3 meses
No 3T26, o Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial recorrente de R$2,9 bi, queda de 4% t/t e 28% a/a, 14% abaixo da estimativa, com ROE de 11,6%; a margem financeira total somou R$15,1 bi, recuo de 2,3% t/t, pressionada por margem com clientes de R$15,9 bi, spreads de 9,7% e perda com mercado de R$895 mi. A carteira ampliada atingiu R$721 bi, alta de 0,9% t/t e 4,7% a/a, concentrada em grandes empresas, enquanto PF recuou e Consumer Finance caiu 3,6% t/t após venda de cerca de R$5 bi em créditos. Em qualidade de ativos, o índice acima de 90 dias subiu para 3,42%, com piora em PF, a cobertura do estágio 3 avançou para 65,5%, o CET1 caiu para 10,9% e a eficiência melhorou para 38,8%; receitas de serviços ficaram em R$5,4 bi, alta de 1,6% t/t. Fora do print, a oferta voluntária da matriz para adquirir os cerca de 10% ainda em circulação prevê troca de 0,4056 ação do Grupo Santander por unit, equivalente a valor implícito de ~R$29,0 e prêmio de 15%, sem exigência de adesão mínima; a operação pode reduzir free float e liquidez, embora a companhia siga listada. Em valuation, SANB11 negocia perto de 1,0x P/VPA, ante ~1,15x implícito na oferta e ~1,55x P/VPA do Grupo Santander. No setor, o papel mostrou desempenho relativo melhor após o choque eleitoral, com queda de 4,5% na sessão mais aguda, ajudado pela permuta, mas o pano de fundo segue mais desafiador para bancos, com custo de equity implícito do setor em 17,2% e risco maior de desaceleração em 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução de capital, inadimplência e a adesão à oferta.
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