Apesar da fraca tendência de vendas, o lado positivo veio de outra rodada de expansão da margem bruta no período, enquanto esperamos que a receita líquida melhore gradualmente nos próximos trimestres. Com base em nossas estimativas atuais, vemos a SBFG3 sendo negociada com um desconto em relação à mediana dos varejistas (6x P/L para 2025 vs. 10x para o setor), o que sustenta nossa recomendação de Compra. De um ponto de vista mais estrutural, apoiado por sua posição de liderança em um mercado de artigos esportivos altamente fragmentado, vemos espaço para ganhos de participação de mercado, especialmente com a operação da Nike, sustentando nossa visão positiva a longo prazo sobre a tese.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de SBFG3 (15/10/2026)
O conselho da Grupo SBF aprovou a concessão de fiança corporativa para garantir obrigações da 6ª emissão de debêntures da SBF Comércio, no valor de R$ 400 milhões. A companhia será fiadora e devedora solidária, ampliando sua exposição às obrigações da controlada.
Análises de SBFG3 nos últimos 3 meses
O Grupo SBF reportou 2T26 forte, impulsionado pela Copa do Mundo em Centauro e Fisia: a receita líquida consolidada atingiu R$ 2,22 bi, alta de 22% a/a, com EBITDA ajustado ex-IFRS 16 de R$ 249 mi, avanço de 49%, margem de 11,2% e lucro líquido ajustado de R$ 142 mi, +63%. A Centauro entregou receita de R$ 1,12 bi, +19%, com SSS de 24% e GMV digital +34,4%, enquanto a Fisia somou R$ 1,33 bi, +27%, com crescimento em todos os canais, especialmente atacado e digital; as vendas ligadas à Copa superaram 1,5 mi de itens até julho, incluindo 1,0 mi de camisas da seleção, 57% acima de 2022. O principal contraponto foi o caixa: o fluxo de caixa operacional ficou em R$ 91 mi, -47% a/a, pressionado por consumo de capital de giro de R$ 158 mi e alta de R$ 276 mi em recebíveis ligados ao evento; com capex de R$ 103 mi, o fluxo após investimentos ficou levemente negativo em R$ 12 mi. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 1,18 bi, com alavancagem de 1,5x EBITDA, ainda com expectativa de normalização do capital de giro no 3T26. No pano de fundo, o setor de varejo segue pressionado por juros altos, crédito restrito, endividamento das famílias em 49,8% da renda disponível e competição estrutural mais intensa no digital, o que mantém a seletividade elevada. Para SBFG3, a sensibilidade a juros existe, com impacto estimado de +5,1% no lucro líquido de 2027 a cada corte de 100 bps no CDI, mas a leitura de curto prazo depende mais da sustentação do crescimento e da recomposição da conversão de caixa após o pico da Copa. Em valuation, a ação chegou a ser destacada no setor a cerca de 4x P/L 2027, e o material trouxe preço-alvo de R$ 16,0 por ação.
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