Atualmente, a Sabesp não é apenas a maior concessão de saneamento do Brasil, mas também a única empresa privada de saneamento de capital aberto do país. A tese oferece uma combinação de valuation atraente, com (i) sólido crescimento orgânico devido ao pesado capex a ser implantado para alcançar a universalização do serviço até 2029, (ii) espaço para ganhos de eficiência pós-privatização, (iii) previsibilidade regulatória graças à nova estrutura regulatória e ao fato de que 371 municípios aceitaram os termos da privatização e estenderam seus contratos de serviço até 2060, (iv) ESG em sua melhor forma, considerando o claro impacto ambiental e social positivo da universalização e a forte governança corporativa, com a Equatorial como investidor de referência, o que lhe confere influência significativa na empresa, e (v) enorme potencial de crescimento inorgânico no segmento de saneamento no Brasil. Considerando a nova política de dividendos, também vemos grandes chances da Sabesp se tornar uma boa opção de dividendos no médio prazo, com dividend yields de dois dígitos a partir de 2029.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de SBSP3 (15/10/2026)
A Sabesp informou que a assembleia de debenturistas da 26ª emissão não foi instalada em 1ª convocação por falta de quórum. Estavam presentes detentores de 35,70% das debêntures em circulação. A companhia fará 2ª convocação para votar mudanças em covenants e a troca do agente fiduciário.
Análises de SBSP3 nos últimos 3 meses
A Sabesp reportou 2T26 abaixo do esperado, com EBITDA ajustado de R$3,5 bi versus R$4,0 bi estimados e margem de 58,3%, pressionados por receitas mais fracas e custos mais altos; cerca de 30% do desvio negativo veio de menor receita, afetada por temperaturas mais baixas e pior mix tarifário, e 70% de custos, com serviços, tratamento e PDD acima do previsto. Na visão recorrente apresentada pela companhia, o EBITDA teria sido de R$4,0 bi, apenas ~1,7% abaixo da estimativa, e só R$70 mi dos R$370 mi de custos adicionais seriam recorrentes, embora a leitura de curto prazo ainda aponte outro trimestre fraco e parte da pressão podendo avançar para 2027. O lucro líquido reportado foi de R$1,5 bi, acima da projeção, mas o ajustado ficou em R$1,2 bi. Após o profit warning, as ações acumularam queda de ~15% em duas semanas, com perda de ~R$16 bi em valor de mercado, refletindo a revisão de uma base de custos mais alta. As novas estimativas apontam receita líquida ajustada de R$24,4 bi em 2026, R$28,6 bi em 2027 e R$33,4 bi em 2028, com EBITDA ajustado de R$14,6 bi, R$19,4 bi e R$23,8 bi, enquanto o lucro líquido projetado caiu para R$4,7 bi, R$6,6 bi e R$9,8 bi. No valuation, o papel negocia a 11,4x P/L 2027 e 8,0x P/L 2028, com DY estimado de 8,9% em 2028; o preço-alvo foi ajustado de R$32 para R$31, com TIR real de 10,4%. Em utilities, o BTG também passou a ver valor tático em posição relativa comprada em Sabesp contra CPFL, após a CPFL superar a Sabesp em ~11% em três meses. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização de custos e a visibilidade para 2027.
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