Depois de apresentar um claro desempenho superior na frente operacional desde o seu IPO, a empresa tem apresentado resultados trimestrais sólidos, mantendo o seu dinamismo operacional, que esperamos que persista nos próximos trimestres. Apesar da recente pressão sobre a lucratividade devido aos investimentos na TFSports, ainda vemos uma tese de investimento atraente para a Track&Field, com os números do quarto trimestre superando nossas estimativas. Nossa visão positiva baseia-se em quatro pilares: (i) modelo de negócios de alta margem, alto ROIC e asset light, (ii) forte alinhamento com os franqueados (royalties sobre vendas) e proximidade com a cadeia de suprimentos, (iii) presença em todo o país com um formato de loja flexível e (iv) um ecossistema de vendas sociais com eventos esportivos anuais. A baixa liquidez da ação continua a ser uma ressalva em um cenário de aversão ao risco, mas ela é negociada a um múltiplo atraente para 2025, sustentando nossa recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de TFCO4 (09/10/2026)
A Track & Field informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. A posição de ações PN em tesouraria permaneceu em 1.460.447 papéis, sem mudança no mês. Para o investidor, o dado indica estabilidade na posição da companhia.
Análises de TFCO4 nos últimos 3 meses
A Track & Field reportou 2T26 forte, com receita líquida de R$ 280 mi, alta de 15,5% a/a e 1,5% acima das estimativas, enquanto o EBITDA ajustado pré-IFRS16 atingiu R$ 66 mi, avanço de 16% a/a, com margem de 23,5%, praticamente estável e ligeiramente acima do esperado. O desempenho foi sustentado pela aceleração do SSS para 15,9%, ante 12,1% no 1T26 e acima da projeção de 14,4%, levando o sell-out total a R$ 493 mi, alta de 20,7% a/a, com R$ 306 mi em franquias (+23%), R$ 141 mi em lojas próprias (+17%) e R$ 46 mi no e-commerce direto (+16%). As lojas reformadas seguiram como destaque, com crescimento de 36% nas unidades próprias e 38% nas franquias, enquanto a base chegou a 448 lojas após 7 inaugurações e 9 reformas, acumulando 42 aberturas em 12 meses. No resultado, o lucro bruto somou R$ 159 mi, alta de 14,4%, com margem bruta de 56,7%, queda de 60 bps pelo maior peso do sell-in para franquias, mas a disciplina em despesas compensou essa pressão e ajudou a sustentar a rentabilidade. O lucro líquido ajustado pré-IFRS16 foi de R$ 44 mi, alta de 8% a/a, e o fluxo de caixa operacional alcançou R$ 48 mi, com geração de caixa para a firma de R$ 33 mi no trimestre. Fora do core, a TFSports superou 1,4 mi de usuários, alta de 36% a/a, ainda com impacto negativo equivalente a 3,8% da receita líquida, ou 2,2% em base ajustada. Em um ambiente setorial ainda pressionado por juros altos, crédito restrito e consumo discricionário fraco, a companhia segue entre os nomes mais resilientes do vestuário premium, apoiada por modelo asset-light, execução em franquias e expansão disciplinada. Em valuation, o preço-alvo informado é de R$ 19,0 por ação. Para investidores, recomenda-se acompanhar a sustentação do SSS, a maturação das reformas e a evolução da monetização da TFSports.
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