Ao preço atual, vemos a TIM como uma oportunidade de investimento promissora, negociada a um atraente dividend yield próximo de 10% para 2024 e 2025, acima das empresas de telecomunicações dos EUA (6%) e em linha com a Vivo. A TIM tem um modelo de negócios estável, um sólido posicionamento competitivo, uma forte geração de caixa e oferece um grande retorno aos acionistas. O guidance da TIM aponta para uma remuneração total aos acionistas de R$ 12 bilhões entre 2024-2026, resultando em um yield de 30% no período. Os dividendos aumentando consistentemente a cada ano, oferecem um bom suporte para a ação, e acreditamos que a TIM é uma ótima opção para investidores que buscam uma posição defensiva, oferecendo um excelente retorno.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de TIMS3 (03/11/2026)
A TIM submeteu à AGE de 30/11/2026 a incorporação de sua subsidiária integral I-Systems, além da aprovação do laudo, ratificação da avaliadora APSIS e reforma do estatuto. Para o investidor, o evento pode simplificar a estrutura societária, sem indicar valores no boletim.
Análises de TIMS3 nos últimos 3 meses
A TIM reportou no 2T26 resultados amplamente em linha, com EBITDA ajustado de R$3,59 bi, alta de 7,0% a/a, margem de 51,5% e lucro líquido ajustado de R$1,04 bi, enquanto a receita de serviços avançou 5,7% a/a, para R$6,79 bi, sustentada por serviços móveis de R$6,37 bi (+4,6%) e receita fixa de R$416 mi (+26,9%) com a consolidação da V8. No móvel, o pós-pago seguiu como principal vetor, com receita em alta de 5,8%, base de assinantes +6,8%, ARPU pós-pago ex-M2M de R$55,7 (+0,7%) e churn controlado, enquanto o pré-pago caiu 7%; no consolidado, o ARPU móvel subiu 5%, para R$34,3. O capex somou R$935 mi (+6%), ou 13,8% da receita, e as despesas de arrendamento ficaram em R$823 mi (+4%), levando o fluxo de caixa operacional a R$1,8 bi, alta de 9% a/a. Para o 3T26, a prévia aponta continuidade da tendência operacional, com receita líquida de R$7,08 bi (+5,4%), receita de serviços de R$6,89 bi (+5,5%), EBITDA ajustado de R$3,71 bi (+6,9%) e margem de 52,4%, além de capex de R$984 mi, equivalente a 13,9% das vendas; a receita de serviços móveis é estimada em R$6,47 bi (+4,3%) e a fixa em R$424 mi (+28,0%), ainda beneficiada pela V8. O lucro líquido ajustado projetado para o 3T26 é de R$1,16 bi, com queda de 4,1% a/a, sugerindo pressão abaixo da linha operacional apesar da expansão de receita, margem e caixa. Em valuation, a ação negocia com dividend yield projetado de ~10% para 2026 e yield de fluxo de caixa de ~12%, com preço-alvo de R$22,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a intensidade competitiva no pré-pago e a evolução das despesas de arrendamento, em um setor no qual a Vivo aparece como destaque relativo na prévia do trimestre.
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