Para 2024 como um todo, a Totvs espera que o crescimento em seu negócio principal permaneça em um ritmo ‘saudável’ (de dois dígitos). A margem EBITDA deve continuar subindo ano após ano. Mas com o mencionado, o ajuste ‘corporativo’ menor e novos M&As (que geralmente têm margens menores que a Totvs antes das sinergias serem extraídas), as margens podem ser voláteis – embora, no longo prazo, sempre devam expandir, já que a alavancagem operacional é real na tese de investimento da companhia. A Totvs oferece a dose certa para uma alocação defensiva, além de ser uma ação que navega bem em mercados altistas. Vemos a negociação om múltiplos atraentes, por isso temos uma recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de TOTS3 (09/10/2026)
A tesouraria da TOTVS informou compras de 4.010.048 ações ON em setembro de 2026, por cerca de R$ 136,9 milhões, além de 4.148 ações restritas sem desembolso. O saldo final em tesouraria chegou a 16.547.749 ações. O movimento pode reduzir a base em circulação e afetar a liquidez do papel.
Análises de TOTS3 nos últimos 3 meses
A Totvs reportou 2T26 sólido, com receita consolidada de R$2,0 bi, alta de 14% a/a, EBITDA ajustado de R$484 mi, avanço de 22%, e margem de 24,6%, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$240,6 mi, 17% acima da estimativa, e o fluxo de caixa atingiu R$295 mi, alta de 50%. Em Software, que passou a consolidar Management, Linx e RD Station, a receita chegou a R$1,92 bi, alta de 13,3%, com receita recorrente de R$1,78 bi, avanço de 15,3%, adições líquidas de ARR de R$209 mi e adições brutas acima de R$400 mi, recorde para a companhia; a margem bruta ficou em 73,2% e a margem EBITDA em 25,4%. Na Techfin, a receita líquida de custos de funding foi de R$103,5 mi, 24% acima de um ano antes, mas o EBITDA ficou negativo em R$5 mi após provisão adicional de R$13 mi para perdas de crédito. Para o 3T26, a prévia aponta manutenção da consistência operacional, com receita consolidada de R$2,021 bi, alta de 11,9%, EBITDA ajustado de R$499,5 mi, avanço de 13,2%, e margem de 24,7%. Em Gestão, a receita recorrente deve crescer 14,5%, sustentada por adições líquidas de ARR de R$211 mi, enquanto a Techfin deve seguir pressionada, com receita líquida de funding de R$107,3 mi, queda de 10,4%, e EBITDA negativo de R$3,5 mi. A principal leitura é de resiliência do core de software, com aceleração de receita recorrente e contribuição crescente de habilitadores de IA, embora a unificação de disclosure reduza a visibilidade sobre o desempenho do negócio principal no curto prazo. Em capital, a companhia concluiu a recompra de 20 mi de ações, cerca de 3,3% do free float, e aprovou novo programa para até 30 mi. Com gate de valuation presente nas análises, o preço-alvo indicado é de R$55. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do ARR, a monetização dos habilitadores de IA e a normalização da rentabilidade da Techfin.
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