Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Análises de TSLA34 nos últimos 3 meses
A Tesla reportou 2T26 com receita de US$ 28,2 bi, +25,5% a/a, entregas recordes de 480.126 veículos (+25%) e EBITDA ajustado de US$ 3,3 bi, mas 18,8% abaixo do consenso; o lucro operacional caiu para US$ 398 mi, com margem operacional de 1,4%, enquanto a margem bruta ficou em 16,8% e a automotiva non-GAAP em 16,3%, abaixo dos 19,2% do 1T26. A prévia mais recente do grupo de Big Techs mostrava receita de ~US$ 22,4 bi, +15,8% a/a, LPA ajustado de US$ 0,41 e receita automotiva de US$ 16,2 bi, além de reforçar que a monetização de robotáxi ainda não deve ser material em 2026. Entre os KPIs operacionais, a receita automotiva somou US$ 20,5 bi, Serviços e Outros US$ 4,6 bi (+50%) e Energia US$ 3,1 bi (+13%), com 13,5 GWh de armazenamento implantado (+41%); o FSD chegou a 1,48 mi de assinaturas ativas (+56%) e a adoção na América do Norte atingiu 55% das novas entregas. No caixa, o fluxo operacional foi de US$ 4,7 bi, mas o capex acelerou para US$ 5,8 bi, levando o FCF a -US$ 1,1 bi; caixa e investimentos de curto prazo fecharam em US$ 43,5 bi. Como âncoras, a companhia iniciou a produção do Cybercab no Texas, expandiu o Robotaxi sem supervisão para sete grandes metrópoles dos EUA, mas segue com frota autorizada ainda pequena no Texas, entre 20 e 42 veículos em diferentes atualizações, versus 577 da Waymo, e o consenso citado aponta robotáxi em apenas 1,6% da receita de 2027. A tese segue ancorada em autonomia, IA e robótica, mas com pressão relevante de despesas, já que opex subiu 47% a/a e P&D 49%. Em valuation, o material traz P/L 2026E de ~145x–150x. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução em autonomia, o ritmo de capex acima de US$ 25 bi em 2026 e a competição crescente no mercado de veículos elétricos.
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