Consideramos a Vivara uma das opções mais atraentes no varejo brasileiro para os próximos trimestres, apoiada por um valuation interessante de 11x P/L para 2026, sinais construtivos de governança e momento operacional. O potencial de valorização dependerá de dois fatores principais: (i) expansão sustentada da margem bruta, particularmente das subcategorias Life e premium; e (ii) uma recuperação mais rápida do capital de giro nos próximos trimestres. Além do curto prazo, os pontos de monitoramento de longo prazo incluem a produtividade das lojas, a potencial canibalização entre os formatos Vivara e Life e a capacidade de reter e motivar os principais talentos de liderança. Embora os riscos permaneçam (principalmente em relação à continuidade da governança e à rotatividade da administração), o conjunto de evidências aponta para uma empresa que está atuando de forma eficaz e demonstrando um alinhamento mais forte entre estratégia, conselho e operações. Com um robusto pipeline de inovação de produtos, treinamento intensificado da força de vendas e iniciativas de eficiência em maturação, a Vivara tem um caminho claro para entregar crescimento de lucros e uma expansão de múltiplos impulsionada pela governança.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de VIVA3 (09/10/2026)
A Vivara Participações S.A. informou compra à vista de 150 mil ações ordinárias em 28/09, a R$ 22,12927 por ação, via Itaú Corretora, totalizando R$ 3,32 milhões. A posição final passou de 1.262.717 para 1.412.717 ações, indicando aumento da participação própria.
Análises de VIVA3 nos últimos 3 meses
A Vivara reportou 2T26 fraco, com receita líquida de R$ 833 mi (+9,5% a/a), EBITDA pré-IFRS16 de R$ 205 mi (+5% a/a) e margem de 24,7%, queda de 110 bps e cerca de 4% abaixo das estimativas, pressionada por maiores gastos com marketing, frete, pessoal e pré-operação, além de efeito de calendário estimado em ~200 bps nas vendas. As vendas brutas somaram R$ 1,07 bi (+10,5%), com Vivara crescendo 6,9% e SSS de 6,5%, enquanto Life avançou 15,8%, apoiada por 45 aberturas líquidas em 12 meses e SSS de 4,3%, ou 6,3% ajustado por calendário. Para o 3T26, a prévia setorial aponta receita em alta de ~4% a/a, mas com compressão de ~350 bps na margem EBITDA pré-IFRS16, em um ambiente ainda pressionado por juros altos, renda disponível mais fraca e consumo discricionário seletivo. Entre os KPIs, o fluxo de caixa após capex foi de R$ 123 mi no trimestre, a alavancagem caiu para 0,18x Dívida Líquida/EBITDA, de 0,32x no 1T26 e 0,45x no 2T25, e o ciclo de estoques melhorou para 582 dias, ante 601 dias e 670 dias, com estoques de R$ 1,54 bi. No recorte setorial de caixa, a companhia permaneceu sólida, com conversão de fluxo de caixa operacional de 75% e FCF/EBITDA de 64% nos 12 meses até o 2T26. O monitoramento de preços de setembro mostrou estabilidade do preço mediano da marca Vivara em R$ 4.390, sustentada por recomposição de portfólio: SKUs remanescentes tiveram ajuste médio de -19,3%, compensado pela entrada de itens com ticket mais alto; na Life, o preço mediano caiu 7%, para R$ 490. A tese segue apoiada em gestão ativa de mix, disciplina de capital e balanço leve, embora o curto prazo ainda reflita pressão de margem e demanda mais moderada. Em valuation, a ação negocia a ~7,5–8x P/L 2026, com preço-alvo de R$ 36. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução das margens no 3T26, a resposta do consumo premium ao ambiente macro e a gestão de preços diante da volatilidade de ouro e prata.
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