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Assaí (ASAI3)

Ação

Dados consolidados em: 23/10/2026

R$ 13,80

+ R$ 0,31

(+2,30%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 16,00

Potencial

15,94%

Dados consolidados em: 23/10/2026

Visão geral de ASAI3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de ASAI3 (14/10/2026)

A Sendas Distribuidora, dona do Assaí (ASAI3), encerrou a oferta pública da 3ª emissão de notas comerciais, em série única, no valor total de R$ 300 milhões. Foram distribuídas 300 mil notas de R$ 1.000 cada. A captação reforça o caixa, mas os papéis têm restrição de revenda por serem destinados a investidores profissionais.

Análises de ASAI3 nos últimos 3 meses

No 2T26, o Assaí entregou receita líquida de R$19,2 bi, alta de 0,9% a/a, com SSS de 0,9% e EBITDA ajustado pré-IFRS16 de R$1,07 bi, margem de 5,6%, cerca de 3% abaixo da estimativa, em um ambiente ainda pressionado para a baixa renda; a margem bruta ex-créditos tributários avançou 40 bps, para 17,1%, apoiada por maturação das lojas, gestão de preços e maior penetração de serviços, enquanto o tráfego superou 40 milhões de clientes por mês e o ganho de market share nas mesmas lojas foi de 30 bps. Para o 3T26, a prévia aponta SSS de 0,5% a/a, receita líquida de +1,5% a/a e leve queda de margem EBITDA pré-IFRS16, ainda refletindo acessibilidade restrita, inflação de alimentos fraca e pressão sobre volumes; no atacarejo, o Radar da Scanntech mostrou vendas de setembro em alta de 1,6% a/a, com preços +3,3% e unidades -1,7%, reforçando que a melhora segue mais dependente de preço do que de demanda. No balanço, a alavancagem caiu para 2,37x dívida líquida/EBITDA, de 3,17x um ano antes, e a geração de caixa melhorou, com conversão de fluxo de caixa operacional de 74% e FCF/EBITDA de 61% nos 12 meses até o 2T26. A tese segue ancorada em recuperação gradual de vendas, margens resilientes e desalavancagem, com monetização adicional via farmácias, combustíveis, recarga para veículos elétricos, marca própria e serviços financeiros; a penetração do cartão Assaí é de ~5%, versus referência setorial próxima de 20%, e clientes com cartão gastam ~20% mais. Em valuation, o papel negocia a ~11,4x P/L 2027, com FCFE yield de 9,3% em 2027 e 11% em 2028 nas projeções do BTG; o preço-alvo foi elevado para R$16 no fim de 2027. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de juros, já que uma queda de 100 bps no CDI pode elevar o lucro líquido estimado em ~9,9% e o preço-alvo em ~17%.

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Tese de investimento

A Companhia opera no Brasil sob a bandeira Assaí e é atualmente o maior player puro no segmento de cash&carry. Nossa visão positiva sobre a empresa é baseada em três pilares principais: (i) forte histórico de execução (com crescimento consistente de dois dígitos nos últimos anos) e melhorias de margem; (ii) exposição pura ao modelo cash&carry (um formato de varejo de alimentos de maior crescimento); e (iii) exposição à queda das taxas de juros no Brasil. Reconhecemos o ruído de curto prazo (receita fraca mais fraca, crescente concorrência no segmento de cash&carry, preocupações com a produtividade das lojas convertidas e legadas). Mas, dado seu forte histórico, damos a ele o benefício da dúvida, especialmente no último tópico.