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Ambev (ABEV3)

Ação

Dados consolidados em: 05/11/2026

R$ 15,29

+ R$ 0,04

(+0,26%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 20,00

Potencial

30,80%

Dados consolidados em: 05/11/2026

Visão geral de ABEV3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de ABEV3 (29/10/2026)

A Ambev reportou no 3T26 alta de 0,8% no volume, 7,6% na receita líquida e 8,9% no EBITDA ajustado, para R$ 7,3 bi, com expansão de 40 pb na margem. O lucro líquido ajustado subiu 14,3%, para R$ 4,4 bi, e o LPA ajustado avançou 15,4%, para R$ 0,28. O guidance de 2026 foi mantido.

Notícias de ABEV3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, não houve material suficiente nas notícias recebidas para consolidar fatos específicos sobre ABEV3. O conteúdo disponível trata de uma prévia setorial de alimentos e bebidas focada em proteínas e em M. Dias Branco, com projeções para companhias como JBS, BRF, Minerva e M. Dias Branco, sem trazer indicadores operacionais, financeiros ou eventos corporativos diretamente atribuíveis à Ambev. Assim, a leitura para o ativo permanece limitada nesta janela, sem base para inferir impacto material sobre resultados, guidance, alocação de capital ou reação das ações.

Análises de ABEV3 nos últimos 3 meses

A Ambev reportou no 3T26 receita líquida de R$ 21,6 bi, em linha com o esperado, e EBITDA de R$ 7,1 bi, estável a/a, mas 5% abaixo das estimativas, com margem de 33%, queda de 110 bps a/a, pressionada por Cerveja Brasil. Na unidade, volumes cresceram só 0,5% a/a, abaixo da indústria e da prévia de 3,3%, enquanto a receita por hectolitro subiu 4,8% e os custos unitários avançaram 5,4%, levando a margem EBITDA a 33,8%, o menor nível para um terceiro trimestre em três anos. A prévia apontava volumes consolidados de ~0,7% a/a, EBITDA de R$ 7,5 bi e margem de 34,9%, com expectativa de melhora via preços, mix e custos, sobretudo em Cerveja Brasil, o que não se confirmou integralmente no print. Fora do Brasil, o trimestre foi misto: CAC entregou EBITDA de R$ 1,2 bi e margem de 47,3%, acima do esperado, LAS somou R$ 1,1 bi também acima das estimativas, Bebidas Não Alcoólicas Brasil teve volumes de +3,6% a/a, e o Canadá ficou em R$ 808 mi, abaixo do projetado. O LPA normalizado foi de R$ 0,27, alta de 5% a/a e acima das projeções, ajudado por menores despesas financeiras e imposto. Em capital, a companhia encerrou setembro com caixa líquido recorde de R$ 19,2 bi e anunciou recompra de até 190 mi de ações, equivalente a R$ 2,9 bi e 4,7% do free float, após R$ 3,3 bi já recomprados no ano. No regulatório, a PEC 221/2019 teria impacto estimado de R$ 311 mi por ano, ou ~1% do EBITDA de 2027, exigindo reajuste líquido de só 0,5% para compensação, o que reforça a resiliência relativa da operação. Em valuation, o papel negocia a ~15x P/L 2026 e o material traz preço-alvo de R$ 20,00. Para investidores, recomenda-se acompanhar a recomposição de pricing e margem em Cerveja Brasil, principal vetor para a tese após um trimestre de execução abaixo da prévia.

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Tese de investimento

Os resultados da Ambev atestam nossa visão de que as expectativas do mercado, em geral, já estão razoavelmente ajustadas, e o espaço para novas revisões negativas de lucros parece bastante pequeno. A questão é se um trimestre decente no Brasil é suficiente para mudar o sentimento e desencadear uma expansão de múltiplos das ações. Nós não pensamos assim ainda. Com as ações sendo negociadas em múltiplos baixos, mesmo depois de contabilizados os lucros ajustados após as mudanças tributárias do ano passado no Brasil, fica claro que a relação de risco/retorno parece melhor agora do que tem sido em muitos anos. No entanto, continuamos preocupados com o ambiente competitivo. À medida que o consumo per capita da cerveja atingiu novo recorde histórico e os concorrentes se esforçam para aumentar os volumes, a preferência geral pelo portfólio de marcas da Ambev parece ficar atrás de sua participação de mercado. Fornecer o (tão necessário) poder de precificação continua, portanto, um desafio, e os resultados do 1S24 parecem atestar isso, com uma receita/hl abaixo da inflação, apesar das marcas premium. Em última análise, as ações necessitam de uma história de crescimento consistente e convincente que possa gerar expansão de múltiplos/valorização das ações. Ação parece barata, mas mantemos nossa recomendação Neutra.