Com a divulgação dos números do 2º trimestre, o Banco do Brasil também aproveitou a oportunidade para atualizar seu guidance para 2024. Como esperado, tanto a margem financeira quanto as provisões para perdas com empréstimos foram revisados para cima, com impacto neutro no lucro. Negociando abaixo do valor patrimonial, ROE ainda acima de 20% e com um dividend yield de ~12%, ainda vemos motivos para manter nossa recomendação de Compra. Dada o valuation ainda relativamente atraente, o forte histórico do BB na entrega do guidance e a mensagem da administração de que não estamos no pico de lucros, preferimos continuar a dar-lhes o benefício da dúvida. Mediante ao elevado ROE, acreditamos que o ativo possui um bom suporte de valuation.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de BBAS3 (21/10/2026)
O conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a revisão da Política Específica de Gerenciamento de Riscos e de Capital em reunião de 9 de outubro de 2026. O colegiado também tomou conhecimento de temas de TI, auditoria e crédito sustentável. Para o investidor, o foco está na atualização da governança de riscos.
Notícias de BBAS3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, o Banco do Brasil esteve no noticiário por uma instabilidade em seus canais digitais, que dificultou o acesso ao aplicativo e a realização de operações via Pix. Os relatos de clientes nas redes sociais coincidiram com um pico superior a 6 mil reclamações no Downdetector e, mais tarde, com mais de 800 notificações, sinalizando redução do problema, mas sem normalização completa no período citado. Em nota, o banco confirmou a intermitência e informou que trabalhava para restabelecer o atendimento, acrescentando que as transações com cartões não foram afetadas. Para o papel, o episódio aponta mais para um ruído operacional de curto prazo do que para um evento com impacto financeiro imediato, já que não houve indicação de falha estrutural nem de comprometimento de outros meios de pagamento. Ainda assim, a ocorrência pode pressionar a percepção do mercado sobre a qualidade operacional e a experiência do cliente no curto prazo.
Análises de BBAS3 nos últimos 3 meses
No 2T26, o Banco do Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$3,9 bi, com ROE de 8%, NII de R$29,3 bi e carteira de crédito de R$1,2 tri, mas o trimestre reforçou a deterioração da qualidade dos ativos: provisões, incluindo descontos, somaram R$20,3 bi, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,6%, a cobertura caiu para 148% e a formação de novos créditos inadimplentes avançou para R$21,7 bi. O foco negativo esteve no agro e em varejo, com atraso na implementação da MP 1.376 para renegociação rural, enquanto o capital também perdeu qualidade, com CET1 de 13,9%, patrimônio tangível de R$90,4 bi e maior peso de ativos fiscais diferidos. Para o 3T26, a prévia aponta forte piora sequencial, com pontualidade de pagamento no agro perto de 75%, bem abaixo dos ~90% embutidos nas expectativas para o 2S26, crescimento ainda modesto da carteira, margem financeira sem tração e pressão adicional de provisões; nesse cenário, o BTG não descarta queda de 50–60% t/t no LAIR, para ~R$2 bi, e lucro líquido perto de R$1,9 bi, com ROE de ~4% e resultado ~50% abaixo do consenso. O risco de revisão de guidance ganhou força, e a CEO Conference reforçou a leitura de 2027 ainda desafiador, com possibilidade de postura mais restritiva na concessão de crédito caso a pontualidade siga fraca. Em valuation, a ação tinha preço-alvo entre R$19,0 e R$25,0 nas análises, refletindo elevada incerteza operacional e de capital. No setor, o custo de equity implícito de BB caiu de 18,9% para 15,6% entre maio e setembro, mas o movimento macro pós-eleição voltou a elevar o prêmio de risco do setor; para investidores, recomenda-se acompanhar a execução das renegociações rurais, a trajetória de inadimplência no agro e eventual corte adicional de guidance.
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