Estamos impressionados com os investimentos estratégicos da C&A na cadeia de suprimentos (modelo push & pull + automação), o foco no desenvolvimento de produtos e as tendências decentes nos serviços de crédito ao consumidor, que impulsionaram seu desempenho superior nos últimos trimestres e são fundamentais para competir com as plataformas internacionais. Embora mais otimistas, continuaremos a monitorar os riscos relacionados à evolução de sua plataforma de financiamento ao consumidor em meio a um ambiente de altas taxas de juros (e inadimplência), com uma concorrência potencialmente mais acirrada de seus pares locais, que provavelmente acelerarão as vendas (e os empréstimos) nos próximos trimestres. No entanto, a combinação de melhorias ainda a serem capturadas em sua operação de varejo (tanto em termos de produtividade das lojas quanto de alavancagem operacional), o aumento do ROIC, um balanço patrimonial desalavancado (0,5x EBITDA ajustado ex-IFRS16 no 4T24 vs. 1,5x no 4T23) e um valuation atraente (a 8,3x P/L para 2025) nos levaram a elevar nossa recomendação para Compra. Aumentamos nossas estimativas de EBITDA e lucro líquido para os próximos quatro anos em 3% e 12%, respectivamente, impulsionadas principalmente por operações mais lucrativas e alavancagem operacional, com um novo preço-alvo de R$17 para 2025 (vs. R$15/ação anteriormente).
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CEAB3 (04/11/2026)
A C&A lançou a estratégia Full Power e reportou receita líquida de R$ 1,883 bi no 3T26, alta de 2,3%, com margem bruta consolidada de 55,7% (+1,0 p.p.). O EBITDA ajustado pós-IFRS 16 caiu 4,7%, para R$ 317,6 mi, pressionado por gastos não recorrentes. Para o investidor, o trimestre mostra avanço operacional com rentabilidade ajustada menor.
Notícias de CEAB3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, a C&A concentrou as atenções na divulgação do resultado do terceiro trimestre e em movimentos de capital que reduziram a base acionária. A companhia reportou receita líquida de aproximadamente R$ 1,88 bilhão, alta de 2,3%, com vendas mesmas lojas de 1% e avanço de 27,6% no digital, que passou a responder por 8% da receita de mercadorias. Em vestuário, a margem bruta subiu para 56%, na 21ª expansão trimestral consecutiva, enquanto a margem bruta consolidada avançou para 55,7%. Do lado da rentabilidade, o Ebitda ajustado caiu 4,7%, para cerca de R$ 318 milhões, com margem de 16,9%, pressionado por maiores despesas com vendas e gastos não recorrentes. Ainda assim, o lucro líquido ajustado ficou próximo de R$ 57 milhões, acima das projeções citadas nas notícias, enquanto o lucro reportado chegou a aproximadamente R$ 170 milhões, impulsionado por créditos tributários de PIS/Cofins. No braço financeiro, o C&A Pay lucrou cerca de R$ 20 milhões e a inadimplência acima de 90 dias recuou para 13,9%. Em capital, a empresa encerrou antecipadamente o quarto programa de recompra após adquirir 9,99 milhões de ações por R$ 102,4 milhões e cancelou 6,3 milhões de papéis em tesouraria, equivalentes a 2,05% do total. O conjunto sugere execução operacional melhor que a esperada em um trimestre ainda pressionado em vendas, com melhora no crédito e potencial suporte ao lucro por ação pela redução do número de ações.
Análises de CEAB3 nos últimos 3 meses
A C&A reportou 2T26 em linha, com receita líquida consolidada de R$2,08 bi (+1% a/a), EBITDA ajustado pré-IFRS16 de R$307 mi (-3%) e margem de 14,7%, enquanto o vestuário seguiu mais resiliente, com receita de R$1,89 bi (+5,6%), SSS de +4,1%, produtividade +3% e margem bruta de mercadorias em alta de 60 bps; o lucro líquido ajustado foi de R$130 mi e a alavancagem caiu para 0,2x. Para o 3T26, a prévia setorial indica vendas líquidas consolidadas em alta de ~1,5%, mas com retração de ~170 bps na margem EBITDA pré-IFRS16, em um ambiente ainda pressionado por juros altos, renda comprimida e competição mais intensa no vestuário. Nos serviços financeiros, a carteira ativa cresceu 10,2% a/a para R$979 mi, com receita de R$93 mi e lucro operacional de R$24 mi, enquanto a qualidade dos ativos melhorou: inadimplência de 90–360 dias caiu para 13,4%, 1–360 dias para 18,0% e 1–90 dias para 4,6%; a penetração do C&A Pay atingiu 28,2% das vendas, e clientes da plataforma compram cerca de 2x mais, têm ticket 25% maior e gasto ~150% superior. No Investor Day, a companhia lançou o ciclo Full Power até 2030, com 60–80 novas lojas, reforma de 100–120 unidades, digital em 15% das vendas de vestuário, capex entre 7% e 8% da receita, TIR acima de 18%, alavancagem abaixo de 0,5x e distribuição integral dos lucros excedentes ao plano de investimento. A tese combina expansão com disciplina de capital, logística e omnicanalidade, em um setor no qual o BTG segue cauteloso por crédito restrito, famílias alavancadas em 49,8% da renda disponível e pressão competitiva de players globais. Em valuation, CEAB3 negocia a ~5,0x P/L 2026 e ~5,1x P/L 2027, com preço-alvo de R$19. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução do Full Power, a evolução do C&A Pay e a sensibilidade do consumo a juros e crédito.
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