A CPFL opera concessões de distribuição premium e tem entregado consistentemente sólidos resultados operacionais, com menores perdas de energia e um controle melhor de custos. A companhia revisou seu payout esperado para 2023 de 100% para 70%-80% (ex-VNR), finalizando o ano em 65%. Temos uma projeção de dividend yield para CPFL em 10,3% para 2024 e 10,1% para 2025, considerando um payout de 75% para os próximos anos. Também, recentemente vimos a publicação do decreto de renovação das concessões das distribuidoras, sendo a CPFL uma das companhias mais exposta a essa questão (uma grande redução do risco sobre a tese), trazendo pontos de exigência sobre um melhor atendimento aos consumidores e uma prestação de serviços de alta qualidade, sendo a CPFL também um dos destaques positivos nesse quesito. Vemos a CPFL sendo negociada a uma TIR real abaixo da média do setor, justificando nossa recomendação Neutra. Em nossa opinião, ela é negociada com um prêmio porque tem sido uma clara pagadora de dividendos desde 2021. Esperamos que os sólidos pagamentos de dividendos continuem nos próximos anos, reforçando a estabilidade e a força de sua tese.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CPFE3 (05/10/2026)
A CPFL Energia informou o 5º pagamento dos dividendos aprovados na AGO de 29 de abril de 2026. A parcela será de R$ 250 milhões, ou R$ 0,216965968 por ação, em 23 de outubro. O valor remanescente a pagar até 31 de dezembro de 2026 soma R$ 1,65 bilhão.
Análises de CPFE3 nos últimos 3 meses
A CPFL reportou no 2T26 EBITDA ajustado de R$2,96 bi, alta de 7% a/a e em linha com a estimativa, com distribuição mais forte compensando geração mais fraca; o lucro líquido reportado foi de R$1,37 bi e a alavancagem permaneceu controlada em ~2,4x dívida líquida/EBITDA. Em distribuição, o EBITDA somou R$1,96 bi, alta de 13% a/a, apoiado por volume +4% a/a, enquanto perdas ficaram em 9,65%, inadimplência em 1,08% e o PMSO ajustado avançou 8,4% a/a. Em geração, o EBITDA foi de R$673 mi, queda de 9% a/a, pressionado por geração eólica mais fraca e restrições de 25% no trimestre, com perda de receita de R$54 mi no período e R$116 mi no 1S26. No Investor Day, a companhia reforçou foco em capex de tecnologia e medição inteligente, com avanço em Piratininga e início na Paulista, além de revisão de orçamento base zero para buscar eficiência; a administração também destacou acesso a capital como diferencial, com R$2 bi já captados em empréstimos intercompany em 2026 e novas transações previstas. Em alocação de capital, reiterou prioridade para crescimento orgânico em distribuição e transmissão, abertura para M&A seletivo e payout mínimo de 50% do lucro, após histórico próximo de 70%. No tema regulatório, a renovação das concessões hidrelétricas segue relevante para o setor: 2,2 GW vencem em 2027, 3,4 GW antes de 2030 e 17,7 GW até 2038, mantendo em aberto a escolha entre renovação e relicitação; a sensibilidade econômica é alta, com diferença de R$50/MWh criando ou destruindo R$1,1 bi de valor por 1 GW. Com P/L implícito pelo preço-alvo de R$46,3 ainda sem grande folga frente ao mercado em uma das análises, o caso segue dependente de execução em distribuição, disciplina de custos e menor pressão operacional em geração. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do debate sobre concessões hidrelétricas e o reconhecimento regulatório do capex em redes inteligentes.
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