A Copel é um dos nomes integrados (operando nos segmentos de Distribuição, Transmissão, Geração e Comercialização de energia) mais baratos em nosso universo de cobertura e uma das nossas principais teses no setor de serviços básicos. Vemos suas ações sendo negociadas a uma TIR real de 11,2%, o que não se baseia em premissas excessivamente agressivas. Agora privatizada, temos em nosso modelo os seguintes potenciais de geração de valor: (i) redução de custos para o segmento de Geração & Transmissão (G&T) e Distribuição; (ii) elevado VPL somado mediante a renovação de suas 3 usinas hidrelétricas; e (iii) menores custos de manutenção. A Copel é uma tese de dividendos que ainda não é negociada como uma ação de dividendos. O dividendo total de 2024 atingiu R$2,3 bilhões (payout de 86%). Esperamos que os dividendos continuem em um nível elevado. Acreditamos que a Copel seja uma ótima tese de carrego.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de CPLE6 (09/10/2026)
A Copel informou que sua tesouraria não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. A posição em ações ON permaneceu em 12.690.804 papéis, sem saldo em PNB e PNA. Para o investidor, o documento indica manutenção da posição própria no período.
Análises de CPLE6 nos últimos 3 meses
Copel segue exposta a um vetor operacional relevante no segmento renovável, com piora das restrições de geração em maio no setor elétrico brasileiro. Na eólica, os cortes médios subiram para 17,4%, de 15,6% em abril e 13,9% um ano antes, enquanto a geração total ficou em 9.406 GWh, ante 7.359 GWh no mês anterior e 10.267 GWh em maio de 2025. Entre as empresas acompanhadas, a Copel registrou 23,7% de restrições, acima da média do setor e também acima de pares como CPFL, com 22,8%, Engie, com 20,2%, e Auren, com 17,4%. No solar, as restrições médias avançaram para 27,9%, de 25,2% em abril e 26,3% um ano antes, com geração total de 2.869 GWh, abaixo de 3.030 GWh em abril, mas acima de 2.373 GWh em maio de 2025. As razões energéticas seguiram como principal causa dos cortes, respondendo por ~72% das restrições eólicas e ~90% das solares, enquanto as restrições elétricas chegaram a 17,1% na eólica e 6,7% na solar. Regionalmente, Maranhão e Ceará lideraram os impactos na eólica, com 26,7% e 23,1%, enquanto Bahia e São Paulo concentraram os maiores cortes na solar, com 42,5% e 34,9%. Para a Copel, o dado reforça pressão potencial sobre energia efetivamente entregue e receita dos ativos renováveis, além de manter o tema de curtailment no radar. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução das restrições nas regiões mais afetadas e o peso desse efeito sobre o desempenho operacional da companhia.
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