A Hidrovias possui fundamentos sólidos, com vantagens competitivas e um forte posicionamento de mercado, baseado nos seguintes pilares: (i) modelo de negócios resiliente, baseado em contratos take-or-pay de longo prazo, oferecendo uma combinação de crescimento e resiliência; (ii) localização privilegiada, estrategicamente localizada na maior “fronteira de crescimento” de grãos do mundo; (iii) exposição à crescente relevância do Corredor Norte nas exportações de grãos do Brasil, contribuindo para maiores volumes comercializado para a companhia. Vemos a Hidrovias do Brasil como uma tese de investimento sólida com exposição ao crescimento da produção grãos, e com uma estratégia de alocação de capital aprimorada.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de HBSA3 (08/10/2026)
A Hidrovias do Brasil informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos por conta própria, controladas e coligadas em 09/2026. A posição inicial e final em ações ON ficou em 0. Para o investidor, o documento não indica movimentação societária no período.
Análises de HBSA3 nos últimos 3 meses
A Hidrovias do Brasil reportou no 2T26 receita líquida de R$664 mi, queda de 4% a/a, e EBITDA ajustado recorrente de R$322 mi, abaixo dos R$348 mi do 2T25, com lucro líquido de R$100 mi, acima dos R$51 mi de um ano antes, mas abaixo da estimativa de R$118 mi. A comparação anual foi pressionada pelo encerramento da cabotagem; em base comparável, a receita teria crescido 7% e o EBITDA recorrente recuado 1%, refletindo maiores custos e despesas operacionais. Nos volumes, a companhia movimentou 4,2 Mt no trimestre, alta de 5% a/a em base comparável, com destaque para Santos e Paraguai: o Corredor Norte caiu 5%, o Paraguai avançou 10% e Santos cresceu 35%. Na operação Brasil, que reúne Norte e Santos, a receita líquida somou R$359 mi, alta de 6% a/a, com EBITDA recorrente de R$184 mi, estável; no Paraguai, a receita foi de R$305 mi, alta de 8%, com EBITDA de R$138 mi, queda de 1%. No capital, o capex caiu para R$23 mi, de R$37 mi no 1T26, e a alavancagem recuou para 2,4x dívida líquida/EBITDA, ante 2,7x no trimestre anterior. Em valuation, o papel negocia a ~6x EV/EBITDA 2026 e o material traz preço-alvo de R$4,5. A leitura segue construtiva pela resiliência operacional fora do efeito da cabotagem e pela melhora da alavancagem, embora a execução no Corredor Norte siga no foco. Para investidores, recomenda-se acompanhar a dinâmica competitiva no Norte, a maturação do tombador flutuante, a execução do capex, o avanço regulatório do TUP Dobra e das concessões hidroviárias, além de eventuais impactos de um próximo El Niño.
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