Nosso viés permanece positivo, apoiado pelos aumentos da taxa Selic e uma recuperação esperada no desempenho da receita líquida, impulsionada pelo aumento da demanda por seguros e resseguros em meio aos crescentes riscos relacionados ao clima. Essa visão construtiva é ainda reforçada por nossa maior confiança na equipe de gestão, liderada pelo CEO Marcos Falcão e pelo vice-presidente de resseguros Daniel Castillo. Atualizamos nossa recomendação do IRB para Compra em agosto de 2024, uma decisão que reforçamos em dezembro. Como sempre afirmamos, a tendência dos resultados deve ser positiva ao longo do tempo, embora não esperemos uma linha reta. Em suma, continuamos a acreditar que o IRB está bem provisionado, mantém um balanço saudável, pode se beneficiar de taxas de juros mais altas e está mostrando sinais de melhoria operacional. Reiteramos nossa recomendação de Compra no IRBR3, embora acreditemos que seja razoável esperar alguma volatilidade das ações no curto prazo. Com as ações caindo ~8% no mês, o momento para os investidores reconstruírem/reforçarem suas posições parece bom.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de IRBR3 (09/10/2026)
O formulário mensal informa que a IRB Brasil RE não realizou operações com valores mobiliários em 09/2026. A posição de tesouraria permaneceu em 674.090 ações ON no início e no fim do mês, sem impacto de compra ou venda para o investidor.
Análises de IRBR3 nos últimos 3 meses
O IRB reportou 2T26 acima das expectativas, com lucro líquido GAAP de R$158 mi, +10% a/a e +55% t/t, 13% acima da estimativa do BTG, enquanto o lucro recorrente teria sido de R$185 mi e o ROE ficou em 12,5%, com ROTE de 23%. A melhora veio mais de rentabilidade e capital do que de receita: os prêmios emitidos caíram 14% a/a e os retidos, 5%, embora a menor retrocessão tenha ajudado a preservar margens; a sinistralidade ficou em 42%, com 13% no Brasil e 89% no internacional, e o patrimônio líquido ajustado avançou para R$1,86 bi. Na frente operacional, a administração indicou que uma capitalização mais forte deve permitir maior retenção de risco, menor retrocessão e expansão dos prêmios retidos, com novas avenidas em vida, rural, Malta e, mais à frente, outras plataformas internacionais. O principal catalisador segue sendo a mudança tributária já sancionada: a CSLL cai de 15% para 9% em jan/2027, o adicional de 10% de IRPJ é eliminado em 2030 e o limite anual de 30% para compensação de prejuízos fiscais deixa de valer desde 2027 para créditos não utilizados em até três anos, o que acelera a monetização dos ativos fiscais. Isso é especialmente relevante porque o IRB encerrou o 2T26 com R$2,3 bi–R$2,31 bi em créditos tributários, e o banco estima criação de valor potencial acima de 20% do valor de mercado. Em capital, a solvência potencial de 330%–350%, versus nível operacional de ~250%, abre espaço para até R$500 mi em dividendos no próximo ano, equivalente a yield de ~10%. As estimativas apontam lucro de ~R$550 mi em 2026 e acima de R$700 mi em 2027, com P/L de 8,4x e 7,2x e P/VPA de 1,0x e 0,9x, além de preço-alvo entre R$67 e R$75. Para investidores, recomenda-se acompanhar a execução nas novas frentes e a retomada dos prêmios retidos, sobretudo em rural e vida.
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