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Itaú Unibanco (ITUB4)

Ação Top picks

Dados consolidados em: 04/11/2026

R$ 39,07

+ R$ 0,58

(+1,51%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 53,00

Potencial

35,65%

Setor

Dados consolidados em: 04/11/2026

Visão geral de ITUB4

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de ITUB4 (26/10/2026)

O Itaú assinou contrato para adquirir 100% da NeoSpace, startup brasileira de IA que já atende o banco. O preço é de R$ 2,925 bilhões, com parte no fechamento e saldo em até cinco anos. A operação reforça capacidades proprietárias em IA e depende de aval de Cade e Bacen.

Notícias de ITUB4 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, o Itaú Unibanco concentrou as atenções com a divulgação do resultado do 3T26, que mostrou lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 12,6 bilhões, alta trimestral próxima de 2% e avanço anual em torno de 6%, com ROE de 23,6%, em linha com o mercado e sustentado por balanço ainda robusto. A carteira de crédito cresceu 2% no trimestre e 10% em 12 meses, a margem financeira total avançou para R$ 34,6 bilhões e o banco encerrou setembro com patrimônio líquido de R$ 219,9 bilhões, índice CET1 de 12,7%, Basileia de 15,4%, LCR de 206% e NSFR de 124%, reforçando a leitura de capital e liquidez confortáveis. Do lado operacional, a inadimplência entre 15 e 90 dias caiu para 1,7%, mas a acima de 90 dias subiu para 2,0%, enquanto o custo de crédito líquido ficou em R$ 9,2 bilhões e as receitas de serviços seguiram como ponto mais fraco, com tarifas em R$ 11,0 bilhões e queda de 26% em assessoria e corretagem. Embora o banco tenha preservado rentabilidade elevada, a administração indicou que juros restritivos, inflação perto de 6% e incerteza fiscal seguem limitando a visibilidade para crédito e mercado de capitais, com retração de cerca de 25% nas emissões de debêntures no ano e IPOs e follow-ons praticamente paralisados. Esse quadro reforça a resiliência operacional do Itaú e sua capacidade de atravessar um ambiente macro mais duro com folga de capital, ainda que a pressão sobre serviços e a piora marginal da inadimplência mais longa indiquem um cenário menos benigno para a expansão das receitas.

Análises de ITUB4 nos últimos 3 meses

O Itaú reportou no 3T26 lucro líquido ajustado de R$12,6 bi, alta de 2% t/t e 6% a/a, com ROE de 23,6%, em resultado visto como resiliente e próximo ao esperado; a margem financeira total somou R$34,6 bi, com NII clientes de R$33,2 bi e mercado de R$1,3 bi, enquanto serviços seguiram mais fracos, em R$11,0 bi, e o índice de eficiência ficou em 37,5%. A carteira de crédito cresceu 2% t/t e 10% a/a, puxada por PMEs, pessoa física e grandes empresas, com avanço em imobiliário, consignado e cartão no varejo. Na qualidade de ativos, a inadimplência curta caiu para 1,7%, a acima de 90 dias subiu para 2,0%, a carteira renegociada ficou em 2,6% do total e o custo de crédito líquido foi de R$9,2 bi. O capital seguiu forte, com CET1 de 12,7%, LCR de 206%, NSFR de 124%, patrimônio líquido de R$219,9 bi e provisões para perdas esperadas de R$55,4 bi. Em capital e estratégia, o banco anunciou a compra da NeoSpace por R$2,9 bi, menos de 1% do valor de mercado, reforçando a agenda de IA proprietária após aplicações já usadas em crédito, CRM e prevenção a fraudes. Em discussões setoriais, a administração reiterou conforto com a inadimplência, inclusive no consignado privado, e indicou espaço para usar ganhos de eficiência para melhorar produtos e reduzir tarifas, preservando ROE em torno de 25%. No valuation, o material traz preço-alvo de R$54,0 por ação, ante R$48,3 no anúncio da aquisição. Para investidores, recomenda-se acompanhar a resiliência do lucro em 2027, a evolução de serviços e crédito em um ambiente macro mais duro e eventuais efeitos regulatórios sobre crédito ao consumidor.

Conteúdo gerado com a ajuda de IA, pode conter erros. Confira as informações no documento na íntegra.

Tese de investimento

O negócio de varejo brasileiro do Itaú mudou drasticamente, particularmente no segmento de baixa renda, e acreditamos que o Itaú fez um ótimo trabalho (o melhor entre os incumbentes) aceitando e se adaptando ao cenário de mudanças, o que acreditamos que permitirá que seu ROE sustentável aumente a diferença em relação aos pares. O crescimento dos empréstimos está acelerando, as margens financeiras continuam em uma tendência saudável e as receitas de prestação de serviços + seguros estão se expandindo acima do PIB nominal. E tudo isso com índices de inadimplência historicamente baixos, um CET1 muito forte (e gerando mais capital) e um controle de custos decente (embora ainda investindo pesadamente na sua transformação digital). Se “normalizarmos” sua situação de capital para os dividendos extras que acreditamos que ela será capaz de distribuir nos próximos dois anos, estamos falando de um ROE acima de 25% para uma empresa muito grande que gera mais de R$ 10 bilhões de lucro por trimestre e ainda é capaz de expandir o EBT +20% a/a. Reiteramos, assim, o Itaú como nossa principal escolha entre os bancos brasileiros.