Há algum tempo, mantemos uma postura otimista em relação ao PRIO, apoiada por seu desempenho comprovado de aproveitar inúmeras oportunidades orgânicas e inorgânicas. A PRIO continua sendo a nossa tese preferida entre as empresas privadas de petróleo, oferecendo uma combinação atraente de valor + crescimento, sustentada por uma forte geração de caixa. Acreditamos que a PRIO apresente atualmente uma combinação de (i)oportunidades de crescimento orgânico, (ii) múltiplos atraentes e (iii) potenciais catalisadores positivos no curto prazo. Além disso, entendemos que a tese oferece um porto relativamente mais seguro contra interferências políticas no setor, bem como uma exposição ao dólar. Temos uma recomendação de Compra!
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de PRIO3 (20/10/2026)
A PRIO informou que recebeu comunicado da Orbis Investment Management Limited sobre participação relevante. A gestora passou a deter 43.574.016 ações ordinárias, equivalentes a 4,99% do capital social. Segundo a investidora, a posição não busca alterar o controle ou a administração da companhia.
Notícias de PRIO3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, a Prio apareceu entre as ações preferidas do UBS BB no setor de commodities em um cenário de dólar a R$ 5,50, com destaque para a combinação entre fundamentos operacionais, geração de caixa e sensibilidade ao câmbio. No relatório citado nas notícias, o banco projeta para 2027 rendimento recorrente de fluxo de caixa livre de 22,8% para a companhia, acima de pares relevantes do setor, e aponta potencial de dividendos superior a 30% entre o fim de 2026 e 2027. A leitura para o papel se apoia menos em um evento pontual e mais na capacidade de converter operação em caixa em um ambiente ainda favorável para exportadoras e empresas com receitas dolarizadas. No mesmo contexto, o banco diferenciou as teses dentro de commodities pela qualidade dos fundamentos e pela resposta ao câmbio, o que reforçou a posição de Prio entre os nomes mais bem colocados da cobertura. Para o ativo, a principal implicação do material é que a expectativa de forte geração de caixa e de distribuição relevante de proventos segue funcionando como vetor de suporte para a tese no período.
Análises de PRIO3 nos últimos 3 meses
A PRIO reportou 2T26 robusto e em linha, com produção média de 172 kbpd (+11% t/t), vendas de 15,2 mi bbl (+3%), receita líquida de US$1,224 bi (+10% t/t) e EBITDA ajustado de US$879 mi, praticamente estável, pressionado por maior carga tributária e royalties; o lifting cost caiu para US$8,9/bbl, de US$9,4, e o desconto ao Brent recuou para US$6,9/bbl, de US$8,1. Na prévia do trimestre, o banco projetava EBITDA ex-IFRS 16 de ~US$869 mi e FCFE de ~US$490 mi, com capex de ~US$280 mi, enquanto os dados de julho reforçaram o momentum, com produção de 196 kbpd (+14% m/m) e vendas de 6,4 mi bbl (+17% m/m). O lucro líquido foi de US$413 mi, o fluxo de caixa ao acionista ficou em ~US$440 mi, ou ~4,7–5% de yield no trimestre, e a dívida líquida caiu para US$4,05 bi, de US$4,37 bi, levando a alavancagem a ~1,5x, com espaço para seguir em direção a ~1,0x se a produção permanecer em 190–200 kbpd e o Brent seguir acima de US$75/bbl. Na visão consolidada das análises, a tese segue apoiada em execução operacional forte, migração para uma fase menos intensiva em capital, produção de ~195–200 kbpd até o fim de 2026 e acima de 220 kbpd em 2027, com capex anual normalizado de US$400–600 mi; a companhia também indicou intenção de sustentar produção ao redor de 200 kboed até 2028, encerrar 2026 em ~210 kboed e reduzir o custo de extração para ~US$7/bbl no 3T26. As âncoras de retorno seguem relevantes: FCFE yield de ~20–24% nos próximos 12 meses com Brent a US$70–80/bbl, potencial de ~30% até 2029 no cenário de médio prazo, distribuição estimada de US$846 mi em 2026 e ~US$1,9 bi em 2027, além de recompras já equivalentes a ~2% do valor de mercado em 2026. O principal limitador segue sendo a ausência de política formal de dividendos e a percepção de poucos catalisadores no curto prazo, apesar de projetos como Albacora Leste ainda não plenamente precificados. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$72–73 para o fim de 2027, ante faixa de R$58,5–58,6 nas análises, implicando upside de ~23–25%. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de produção para 195–210 kbpd em 2026, a desalavancagem e a definição da política de distribuição de capital.
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