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Porto Seguro (PSSA3)

Ação Top picks

Dados consolidados em: 19/10/2026

R$ 51,41

- R$ 1,66

(-3,13%)

Recomendação

compra

Preço-alvo

R$ 61,00

Potencial

18,65%

Setor

Dados consolidados em: 19/10/2026

Visão geral de PSSA3

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de PSSA3 (14/10/2026)

O conselho da Porto Seguro aprovou a prestação de aval, se exigido, para captação de até R$ 200 milhões pela controlada Porto Consórcio, em uma ou mais tranches até 31 de dezembro de 2026. A operação pode ser em real ou moeda estrangeira e amplia a flexibilidade financeira da subsidiária.

Notícias de PSSA3 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, as notícias sobre Porto Seguro combinaram pressão de curto prazo no pregão com uma leitura mais favorável para o papel no universo de small e mid caps. De um lado, PSSA3 recuou 3,13% em uma sessão em que o Ibovespa caiu 0,17%, aos 205.079,25 pontos, em meio à cautela dos investidores com a disputa presidencial e à volatilidade mais ampla do mercado. De outro, relatório citado por casas de análise apontou espaço para valorização do segmento em um cenário de possível queda de juros, destacando a companhia pelo desconto relativo e pelos fundamentos. No caso de Porto Seguro, o JPMorgan ressaltou a liderança em seguros de automóveis, retorno sobre patrimônio acima de 20% e potencial de crescimento, atributos que sustentam a presença do papel entre as preferências para capturar uma eventual reprecificação das small e mid caps. Embora essa tese dependa de melhora fiscal e de um ambiente de juros mais benigno, além de seguir sensível ao risco eleitoral, o destaque dado à companhia reforça a leitura de que a combinação entre rentabilidade elevada e posição competitiva pode funcionar como suporte para o papel quando o cenário macro permitir menor prêmio de risco.

Análises de PSSA3 nos últimos 3 meses

A Porto Seguro reportou no 2T26 lucro líquido recorrente de R$889 mi, queda de 7% t/t e alta de 1% a/a, com ROE de 22,7%, 1% acima do BTG e 2% acima do consenso. O trimestre mostrou resiliência em Seguros, Saúde, Serviços e no resultado financeiro, parcialmente compensada pela piora do Porto Bank. Em Seguros, a receita somou R$5,9 bi, alta de 8,5% a/a, com aceleração dos prêmios de Auto para 7,9% a/a, frota segurada de 6,3 mi de veículos e sinistralidade de 49,1%, 1,4 p.p. melhor a/a; o lucro da unidade foi de R$456 mi, com ROE de 32,9%. Em Saúde, a receita líquida atingiu R$2,34 bi, alta de 14% a/a, com 904 mil beneficiários, enquanto o lucro foi de R$144 mi e a sinistralidade combinada ficou em 76,9%. Na prévia do 2T26, a expectativa era de lucro de ~R$880 mi e ROE de ~23%, com prêmios de Saúde crescendo ~15% a/a e sinistralidade de 75%–76%, números próximos ao realizado. O principal foco segue no Porto Bank: as perdas de crédito chegaram a R$868 mi, alta de 19% t/t e 67% a/a, o custo de crédito subiu para 12,7%, a inadimplência acima de 90 dias foi a 9,4% e o lucro da unidade caiu para R$138 mi. A companhia revisou o guidance de perdas de crédito para R$3,1–3,5 bi, elevou a faixa de receitas do banco para R$7,7–8,1 bi, ajustou a eficiência para 24%–28%, melhorou a sinistralidade de seguros para 50%–54% e reduziu a alíquota efetiva para 23%–27%. A leitura da SUSEP para julho sugere lucro de ~R$741 mi no 3T26, 17% abaixo do 2T26 e ~15% abaixo do consenso, com sinistralidade de 52,8% e resultado financeiro mais fraco, embora com visibilidade limitada sobre o consolidado. Em capital, a companhia indicou lucro recorrente próximo de R$3,8 bi em 2026, payout ao redor de 55%, recompra de ~R$200 mi e capital excedente de ~R$3 bi. Com gate de valuation, a ação negociava a ~7,7x P/L 2027 e 1,6x P/VP, com preço-alvo entre R$58 e R$61. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização da carteira de cartões, a trajetória da sinistralidade em Saúde e Auto e a conversão da diversificação em crescimento mais previsível.

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Tese de investimento

No geral, consideramos que foi um segundo trimestre melhor do que o temido, o qual acreditamos que foi o mais desafiador do ano. Olhando para o futuro, com a taxa média Selic maior, o provável aumento dos preços dos seguros de automóveis devido ao RS e a concorrência ainda racional no curto prazo, e o crescimento contínuo em outros negócios, acreditamos que o 2S24 será mais forte que o 1S. Na verdade, considerando a nossa estimativa de lucro líquido de R$ 2,5 bilhões para 2024, as ações da Porto ainda são negociadas a um P/L para 2024E modesto, um patamar atraente considerando sua natureza “defensiva” e seu melhor momento operacional. Embora tenhamos afirmado que a Porto Seguro não seja nossa tese preferida dentro do setor de seguros, após os resultados do 2T (e com todos os impactos negativos do RS já contabilizados), vemos uma perspectiva um pouco mais positiva para a companhia à frente. Reiteramos nossa recomendação de Compra.