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Santander (SANB11)

Ação

Dados consolidados em: 26/10/2026

R$ 26,30

- R$ 1,23

(-4,47%)

Recomendação

neutro

Preço-alvo

R$ 29,00

Potencial

10,27%

Setor

Dados consolidados em: 26/10/2026

Visão geral de SANB11

Insights BTG Pactual | Resumo do ativo

Último comunicado à mercado de SANB11 (13/10/2026)

O Santander Brasil aprovou JCP bruto de R$ 1,5 bilhão, ou R$ 1,2375 bilhão líquido após IRRF. O valor por unit é de R$ 0,4010 bruto. Terão direito os acionistas com posição em 20 de outubro; as ações ficam ex-JCP em 21 de outubro. O pagamento será em 9 de novembro de 2026.

Notícias de SANB11 nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, as ações do Santander Brasil destoaram do tom mais agudo de aversão a risco que atingiu o mercado doméstico e recuaram 4,47% em um pregão marcado por forte reprecificação de ativos após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e pela pior queda percentual do Ibovespa desde março de 2020. O índice fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, depois de oscilar entre 205.088,74 pontos e 169.516,43 pontos, com volume financeiro de R$ 88,6 bilhões, cerca de três vezes a média diária, e chegou a cair 17,34% no pior momento, o que levou a B3 a acionar o circuit breaker logo na abertura. No setor bancário, o movimento foi amplamente negativo, com perdas mais intensas em Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e Itaú Unibanco, enquanto o papel do Santander também caiu, mas em magnitude menor que a de outros pares relevantes. O pano de fundo foi a piora da percepção de risco fiscal, acompanhada de alta de 8,21% do dólar à vista, para R$ 5,4027, reforçando a pressão sobre ativos domésticos e a sensibilidade do setor financeiro às expectativas para juros e política econômica. Para SANB11, o principal sinal do período foi menos um evento corporativo específico e mais a exposição ao estresse macro local, ainda que a queda relativamente mais contida sugira desempenho defensivo dentro de um pregão de liquidação generalizada.

Análises de SANB11 nos últimos 3 meses

O 2T26 do Santander Brasil foi fraco e abaixo das expectativas, com lucro líquido ajustado de R$3,0 bi, queda de 20% t/t e 18% a/a, ROE de 12% e lucro antes de impostos de R$2,5 bi, mais de 40% menor t/t e a/a; a pressão veio de receita mais fraca e piora da qualidade dos ativos, apesar de uma receita fiscal positiva de R$584 mi e de despesas operacionais de R$6,6 bi abaixo do esperado. A carteira ampliada cresceu 1% t/t, para R$714,8 bi, mas a margem com clientes caiu 3% t/t, para R$16,1 bi, a margem de mercado ficou negativa em R$718 mi, tarifas recuaram 2% t/t, para R$5,3 bi, e a eficiência piorou para 39,3%. Em crédito, as provisões subiram 21% t/t, para R$7,7 bi, o NPL acima de 90 dias ficou em 3,29%, a formação de ativos em Estágio 3 avançou 40% t/t, para R$8,8 bi, e a cobertura caiu; o CET1 permaneceu em 11,2%. Como leitura adicional, o Grupo Santander reportou no Brasil lucro de R$3,6 bi no 2T26, com ROE de 14%, provisões mais comportadas e depósitos +5% t/t, mas ainda com tarifas fracas e maior pressão em resultado financeiro. No capital, o patrimônio líquido contábil foi a R$98,2 bi, enquanto o patrimônio tangível caiu 6% t/t, para R$43,9 bi, pressionado por ativos fiscais diferidos de R$58,7 bi. Em paralelo, a controladora lançou oferta para adquirir os ~10% de SANB11 que ainda não detém, com relação de troca equivalente a valor implícito de ~R$29,04 por unit, prêmio de 15% e referência de ~1,15x P/VPA, versus ~1,0x P/VPA de SANB11 e ~1,55x P/VPA do Grupo; a operação pode reduzir free float e liquidez, sem fechamento formal de capital. Para investidores, recomenda-se acompanhar a trajetória de provisões, inadimplência e capital, além dos desdobramentos da oferta da controladora e de eventuais mudanças regulatórias em crédito ao consumidor.

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Tese de investimento

O Santander foi o primeiro banco incumbente cujo crescimento de empréstimos desacelerou, juntamente com níveis de inadimplência mais altos. O 2T24 foi decente e confirma as expectativas gerais de que o Santander Brasil poderá desfrutar de uma recuperação cíclica mais rápida que a do Bradesco, por exemplo. Em reuniões recentes, o CEO mencionou que a meta de médio a longo prazo é apresentar um ROE próximo de 20%. Com o SANB11 sendo negociado em 1,2x o último VP, os investidores ainda não precificaram esse potencial – projetamos que o ROE fique ligeiramente abaixo de 17% no próximo ano. Nossa visão em relação ao SANB11 melhorou desde que atualizamos nossa recomendação para Neutro no final do ano passado. Por enquanto, mantemos essa recomendação Neutra, embora acreditemos que a correção da ação este ano pareça um tanto exagerada devido aos resultados melhores no primeiro semestre.