A Simpar é uma holding que atua no segmento de transportes e logística. Suas subsidiárias atuam na cadeia de suprimentos logística, gerenciamento de frotas, serviços de terceirização, serviços de transporte de passageiros e serviços de transporte de carga geral. Além disso, também atua no ramo de coleta de lixo e limpeza de ruas. Nossa tese investimento de longo prazo para a Simpar é baseada em (i) fortes perspectivas de crescimento (expansão da tendência de terceirização de veículos no Brasil); (ii) desalavancagem financeira; e (iii) aumento da rentabilidade (ROIC deve melhorar com o maior mix de contratos de aluguel de longo prazo). A Simpar negocia a um valuation atrativo, o que nos leva a reforçar nossa recomendação de Compra, mas reconhecemos que os investidores precisarão ver uma desalavancagem financeira mais rápida para ganhar confiança na tese de investimento.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de SIMH3 (09/10/2026)
A Simpar S.A. informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em 09/2026. A posição declarada permaneceu em 0 ações ON e 44.483.986 derivativos do tipo opção de compra outperformance call OTC. Para o investidor, o documento indica manutenção de posição, sem novas movimentações no mês.
Notícias de SIMH3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, Simpar apareceu entre as companhias mais expostas a um ambiente de maior aversão a risco após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto em que gestores e estrategistas passaram a projetar devolução de parte da alta recente do Ibovespa, pressão sobre a curva de juros e piora da percepção de risco fiscal. O pano de fundo descrito nas notícias é de reversão de um movimento anterior em que o índice havia subido 6,75% entre o pós-primeiro turno e 23 de outubro, sustentado pela queda dos juros longos e pela expectativa de maior ajuste fiscal. Com a mudança de cenário, a leitura para Simpar é negativa sobretudo por seu perfil mais sensível ao custo de capital e ao comportamento dos juros, ao lado de outros grupos alavancados e ligados a mobilidade e locação. As projeções citadas para juros futuros acima de 15% ao ano e dólar entre R$ 5,30 e R$ 5,50 reforçam esse quadro macro mais desafiador. Para o papel, a implicação central é que a deterioração das condições financeiras tende a elevar a pressão sobre empresas endividadas e dependentes de funding, o que pode limitar o desempenho relativo da ação caso o mercado reprecifique risco fiscal e crescimento.
Análises de SIMH3 nos últimos 3 meses
A Simpar reportou 2T26 em linha com o esperado, com receita líquida de R$11,3 bi (+9% a/a) e EBITDA de R$3,4 bi (+15% a/a), ou R$3,4 bi ajustado (+16% a/a), enquanto o prejuízo líquido ajustado ex-minoritários ficou em R$19 mi, melhor que a prévia de -R$64 mi. Na prévia, o BTG já esperava receita de R$11,2 bi e EBITDA de R$3,4 bi, refletindo melhora operacional mesmo em um trimestre ainda pressionado por juros altos no resultado financeiro. Entre as controladas, a Vamos mostrou melhora sequencial de ocupação, menos retomadas e avanço em seminovos; a Movida teve trimestre sólido com volumes robustos em RAC, tarifas maiores, expansão de margem e alavancagem controlada; a JSL evoluiu com o amadurecimento da estratégia comercial; e a Automob seguiu mais fraca, pressionada por juros elevados e menor demanda em pesados. Na estrutura de capital, a alavancagem consolidada caiu para 2,8x dívida líquida/EBITDA, de 3,0x no 1T26, com caixa de R$14,1 bi, dívida consolidada de R$55,3 bi e dívida líquida da holding em R$1,4 bi, ante R$2,8 bi no trimestre anterior; o custo médio da dívida bruta recuou para 16,4% e o prazo médio da dívida líquida ficou em 3,8 anos. O capex líquido foi de R$3,1 bi, puxado por expansão. Como âncora adicional de desalavancagem, a venda da CS Porto Aratu por EV de R$1,8 bi, com equity de R$750 mi e dívida líquida de R$1,0 bi, deve reduzir a dívida líquida da holding para ~R$800 mi e a alavancagem consolidada para 2,7x; no ativo, a Simpar obteve MOIC de 5,8x em 3,6 anos, e o programa de reciclagem de capital já soma EV de R$3,9 bi, MOIC médio de 2,9x e TIR de 36%. A tese segue apoiada na execução das subsidiárias e na reciclagem de ativos para destravar capital. Com recomendação de compra no material, o valuation traz preço-alvo de R$11,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a continuidade da desalavancagem e o efeito dos juros altos sobre lucro líquido e demanda em veículos pesados.
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