A São Martinho continua sendo uma tese central no setor agrícola, sustentada por uma base de ativos incomparável (menores custos de produção) e uma grande consciência de alocação de capital. Continuamos otimistas no longo prazo em relação aos preços do açúcar, ao mesmo tempo que reiteramos a opinião de que os preços do etanol poderão se mostrar mais fortes no futuro, à medida que a demanda superar a oferta neste ano. O valuation atual é decente com um yield de geração de caixa recorrente próximo d 10% para o ano fiscal de 2025. Temos uma recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de SMTO3 (06/10/2026)
A São Martinho informou que não realizou operações com valores mobiliários e derivativos em setembro de 2026. A posição da tesouraria permaneceu em 9.662.100 ações ON ao fim do mês, sem mudança ante o saldo inicial, indicando estabilidade na posição própria.
Análises de SMTO3 nos últimos 3 meses
A São Martinho reportou AF1T27 fraco, com moagem de 8,5 Mt, alta de 4% a/a, apoiada por melhor produtividade agrícola mesmo com chuvas e menos dias efetivos de operação. O principal destaque negativo foi a rentabilidade: os custos caixa unitários ex-outras receitas caíram só 2% a/a, abaixo do esperado, e o EBIT ajustado por tonelada de ATR ex-IFRS 16 ficou em R$156, 57% abaixo das estimativas e 60% inferior ao de um ano antes. A melhora operacional no campo, com TCH +7% a/a, não se converteu em maior diluição de custos porque o ATR por tonelada ficou praticamente estável. No comercial, as vendas de açúcar vieram amplamente em linha, enquanto a maior parte das vendas de etanol foi postergada para a segunda metade da safra, em meio à queda de preços no trimestre e à expectativa de recuperação futura. O etanol de milho foi o principal contraponto positivo, com EBIT de R$76 mi, quase dois terços do consolidado, margem EBIT de 32,5% e custo caixa de R$1,50/l, versus ~R$2,50/l no etanol de cana. Em hedge, a companhia já fixou cerca de 70% da produção própria remanescente de açúcar da safra atual, mas menos de 2% da próxima safra; com o açúcar acima de 17 c/lb e alta superior a 10% no mês, a leitura é de espaço para aceleração das travas. A tese de curto prazo segue pressionada por custos e margens no negócio de cana, parcialmente compensada pela contribuição do milho e por um pano de fundo mais favorável para açúcar. Em valuation, o material traz preço-alvo de R$25,0. Para investidores, recomenda-se acompanhar a evolução do hedge de açúcar e a recuperação dos preços de etanol ao longo da safra.
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