Reiteramos, portanto, a Tenda como nossa Top Pick no segmento de baixa renda, uma vez que (i) acreditamos que todos os riscos do balanço patrimonial foram eliminados (a empresa já está gerando fluxo de caixa positivo e reduziu significativamente o endividamento); (ii) as operações on-site estão mais “normalizadas”, com margens e ROE em linha com os concorrentes; e (iii) há potencial de valorização na Alea, já que os investidores estão excessivamente pessimistas. Após revisar nossos números (com pequenas alterações no LPA), vemos a ação sendo negociada a um valuation atraente de 6x P/L para 2026 e ~4x para 2027, com nosso preço-alvo de R$ 44, por isso nossa recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de TEND3 (20/10/2026)
O conselho da Tenda aprovou aval e a assunção de obrigações como interveniente controladora em Cédula de Crédito Bancário de R$ 100 milhões da Alea junto a FINAME e BNDES. A medida amplia o suporte financeiro à controlada e pode elevar a exposição da companhia às obrigações da subsidiária.
Análises de TEND3 nos últimos 3 meses
A Tenda reportou prévia operacional mais fraca no 3T26, em linha com o esperado para o segmento de baixa renda: vendas brutas de R$1,6 bi (+14% a/a), cancelamentos de R$312 mi (+78%) e vendas líquidas de R$1,29 bi (+4%), 3% abaixo da estimativa, com velocidade de vendas de 21,5%, cerca de 100 bps abaixo do esperado. Os lançamentos somaram R$1,6 bi (+5% a/a), 11% acima da projeção, com preço médio de R$264 mil por unidade (+14%) e cerca de 55% dos projetos concentrados nas Faixas 3 e 4 do MCMV, reduzindo a exposição às faixas mais baixas. Na comparação com a prévia do 2T26, o quadro era mais sólido, com receita líquida de R$1,4 bi (+17% a/a), vendas líquidas de R$1,32 bi na marca Tenda e R$84 mi na Alea, velocidade de vendas de 24% e lançamentos de R$1,76 bi (+59%). No fechamento do 2T26, o setor mostrou trimestre fraco, mas a Tenda apareceu entre os destaques positivos, com LPA 12% acima das estimativas, enquanto a prévia setorial do 3T26 apontou receita de ~R$1,2 bi, lucro líquido de R$139 mi e ROE de 34,7% para a companhia, em um ambiente ainda pressionado por crédito mais restritivo e greve na Caixa. Em revisão setorial, o BTG cortou em ~10% as projeções de lucro de 2027 para a companhia, mas indicou leve alta nas estimativas de LPA apoiada por margens acima do esperado. A tese segue ancorada na adaptação ao novo ambiente de funding, na opcionalidade da Faixa 4 do MCMV e na Alea. Em valuation, a ação negocia a ~4x–4,8x P/L 2027, com preço-alvo de R$44–45. Para investidores, recomenda-se acompanhar a normalização do crédito da Caixa, o comportamento dos cancelamentos e a evolução da velocidade de vendas no baixa renda.
Construção Civil: Prévia do terceiro trimestre de 2026: mais um trimestre fraco Shoppings: Prévia do 3T26: resiliente, apesar do cenário macroeconômico difícil Tenda (TEND3): Números operacionais fracos no terceiro trimestre de 2026, conforme esperado Construção Civil: Perspectiva mais difícil, mas o desempenho inferior recente foi excessivo Construção Civil: Resumo do 2T26 Tenda (TEND3): Resultado 2T26 Prévia do 2T26 - Um trimestre mais fraco
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