O ano de 2023 foi difícil para os varejistas de insumos agrícolas. Os estoques começaram o ano em níveis elevados, o que resultou em margens mais baixas quando os preços dos insumos começaram a cair. O ciclo de conversão de caixa foi estendido devido aos fazendeiros adiarem a comercialização da safra 2022/23. E o início da temporada de plantio de soja 2023/24 foi atrasado. 2024 deverá ser um ano significativamente melhor. Os preços dos insumos agrícolas relativamente estáveis devem conduzir a uma recuperação nas margens e o desempenho sólido da receita deve continuar conforme novas lojas amadureçam. O negócio de biodiesel deve se beneficiar do novo mandato de mistura de biodiesel ao diesel e de uma originação de soja mais competitiva. E as perspectivas de crescimento são amplas, já que o novo ciclo de investimentos da empresa foi revelado. Negociando a múltiplos atraentes, mesmo antes de considerarmos qualquer um dos novos planos de crescimento, o preço da ação parece ignorar não apenas o crescimento, mas também os altos retornos que o negócio tem sido capaz de entregar ao longo de um extenso período. Temos recomendação de Compra.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de TTEN3 (06/10/2026)
A Três Tentos Agroindustrial S/A informou operação de tesouraria em setembro de 2026 com baixa de 30 mil ações ON por exercício de opção de compra destinada a beneficiários, a R$ 9,08 por ação, total de R$ 272,4 mil. O saldo em tesouraria caiu de 597,2 mil para 567,2 mil ações.
Análises de TTEN3 nos últimos 3 meses
A 3Tentos apresentou trimestres recentes com desempenho operacional robusto e sinais de recuperação após ruído logístico: a receita do trimestre atingiu R$4,2 bilhões, o EBITDA ajustado dobrou para R$394 milhões, com expansão de margem de ~370bps, sustentando a 29ª sequência trimestral de crescimento anual. O Varejo foi destaque, com volumes +55% a/a e margem em torno de 22–23%, enquanto Indústria registrou margens ajustadas de ~R$570/ton e Grãos teve receita +40% e lucro bruto de R$260 milhões. A dívida líquida aumentou por conta de capital de giro e capex, mas a alavancagem encerrou em ~1,8x dívida líquida/EBITDA. Custos logísticos foram o principal desafio: após pico, o frete por tonelada recuou para R$294/t, ainda acima da média, e analistas modelam custos em ~R$290–337/t. A nova planta de etanol de milho foi inspecionada e aguarda autorização, mas o guidance interno de 719 mil toneladas é visto como otimista frente a uma estimativa conservadora de ~350 mil toneladas. Hedge positivos ajudaram a suavizar volatilidade de resultados. No valuation, o papel negocia em patamares atraentes (aprox. 9–10x P/L 2026), com expectativas de CAGR de lucros de 15–25% e ROIC superior a 20%, suportando a tese de crescimento rentável. Riscos centrais incluem custos logísticos persistentes, fricções de escala e sensibilidade a preços de commodities. Recomenda-se acompanhamento próximo da normalização logística, do ramp‑up da planta de etanol e da confirmação de margens e volumes, ajustando projeções e valuation conforme a execução operacional.
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