REPORT_INFO.PUBLISHED 10/12/2025 REPORT_INFO.AT 08:18.
Radar Diário Diário de Ações - 10/12/25
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Renda Variavel
Confira os principais acontecimentos das empresas sob nossa cobertura.
Papel & Celulose (Leonardo Correa / Marcelo Arazi / Bruno Henriques)
- Klabin (KLBN11); COMPRA; Preço-alvo R$ 24,00
O Klabin Day de 2025 marcou a primeira aparição pública da nova CFO, Gabriela Woge, logo após o anúncio de dividendos de R$1,1 bilhão e um aumento de capital de R$800 milhões referentes aos lucros de 2025. A mensagem central enfatizou disciplina de capital e desalavancagem, com foco em capturar os benefícios do ciclo de investimentos anterior, como maiores volumes, melhor mix e menor capex. A companhia divulgou guidance preliminar de capex e custos para 2026, considerado razoável, e avaliamos que há potencial de valorização pelo fluxo de caixa descontado. No entanto, a fraca geração de fluxo de caixa livre, yields de 6–8% em 2026 e uma desalavancagem mais lenta, além de dúvidas sobre a lucratividade de longo prazo da indústria, trazem cautela. A Klabin ajustou o capex de 2026 devido à postergação de parte do orçamento de 2025, mas o total consolidado para 2025–26 não mudou. O novo guidance agora é de R$ 2,9 bilhões para 2025 e R$ 3,3 bilhões para 2026 (estimávamos R$ 2,9 bilhões para 26; +14%). A empresa estimou custo caixa de R$3.200–3.300/t, apenas 3% acima das nossas estimativas, com crescimento abaixo da inflação em 2026. Custos de fibra e frete seguem como desafios, mas futuras vendas de terras devem ajudar. A gestão reforçou o foco em desalavancagem e alocação conservadora de capital, destacando que recompra de ações competem com novos investimentos. A desalavancagem desde o último investor day foi modesta, afetada pelo cenário macro, mas a recuperação econômica pode acelerar o processo. O mercado de Papel-Cartão segue pressionado por excesso de oferta chinesa e demanda global fraca, levando a companhia a priorizar o kraftliner em 2026. A divisão de embalagens permanece o destaque, com mercado estável e ganhos de participação mesmo em ambiente neutro. Apesar da qualidade da empresa, a falta de catalisadores de curto prazo, o cenário difícil para commodities e a visibilidade limitada de fluxo de caixa livre mantêm um tom mais cauteloso, embora ainda vejamos potencial de alta e mantenhamos recomendação de compra baseada em valuation.
Estratégia (Carlos Sequeira, CFA / Osni Carfi / Bruno Henriques)
- Projeções de lucro para 2026
Projetamos que o lucro das empresas brasileiras listadas, excluindo Petrobras e Vale, cresçam 17% a/a em 2026, acima dos 14% esperados para 2025, mesmo com atividade econômica desacelerando. Espera-se que a queda dos juros de curto prazo em 2026 reduza despesas financeiras e estimule a economia no fim do ano. Para empresas voltadas ao mercado doméstico, o lucro deve crescer 13% em 2026 após avanço de apenas 5% em 2025, movimento ligado ao comportamento da Selic média nos últimos anos. A queda dos juros em 2026 deve beneficiar especialmente companhias alavancadas e com dívida indexada à Selic. No setor bancário, o lucro deve aumentar com aceleração do crédito, queda dos juros e normalização da qualidade dos ativos rurais, somando R$15,8 bilhões adicionais. Destaques incluem Banco do Brasil, Bradesco e Itaú, além de varejistas e construtoras de baixa renda. As estimativas de lucro para 2026 mudaram pouco nos últimos seis meses, com revisão negativa de apenas 1,7%, enquanto as empresas domésticas tiveram corte de 2,8%. Exportadoras de commodities praticamente não mudaram. A maioria dos setores teve revisões negativas, exceto serviços básicos, telecom e M&M, com destaque para revisões positivas relevantes em Aura e Vale devido a maiores volumes, melhores preços de minério e menores custos.
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Para informações complementares e detalhadas entre em contato com o seu assessor ou com a Equipe de Renda Variável do Banco BTG Pactual. - Preços das ações refletem preços de fechamento no mercado à vista. - Rentabilidades passadas não oferecem garantias de resultados futuros. - Os retornos indicados como performance são baseados em valorização do capital incluindo dividendos e excluindo custos de transação da B3, da Corretora, comissionamentos, juros cobrados sobre limites de crédito, margens etc. Ajustar o desempenho da carteira aos custos resultará em redução dos retornos totais demonstrados.
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