REPORT_INFO.PUBLISHED 12/08/2026 REPORT_INFO.AT 10:40.

Cruzeiro do Sul (CSED3): Resultados do 2T26

Ícone do ativo Maria Resende

Maria Resende

Ícone do ativo Samuel Alves

Samuel Alves

Ícone do ativo Marcel Zambello

Marcel Zambello

Após um conjunto fraco de resultados no 1T, a Cruzeiro do Sul, desta vez, reportou resultados do 2T melhores do que o esperado, com boa expansão da receita, mix de segmentos melhor e expansão de margens operacionais.

Resultados do 2T26

Resultados Decentes no 2T26; Lucro Líquido 16% Acima das Nossas Estimativas

Após um conjunto fraco de resultados no 1T, a Cruzeiro do Sul, desta vez, reportou resultados do 2T melhores do que o esperado, com boa expansão da receita, mix de segmentos melhor e expansão de margens operacionais. Mais precisamente, a companhia reportou receita líquida de R$780 milhões, crescimento de 8% a/a, 5% acima das nossas estimativas. O lucro bruto cresceu 10% a/a, para R$402 milhões, resultando em margem bruta de 51,5%, 80 pontos-base superior a/a, principalmente devido à melhor alavancagem operacional e ao mix superior de cursos da área de saúde. O EBITDA ajustado cresceu 15% a/a, para R$232 milhões, resultando em margem EBITDA de 30%, expansão de 200 pontos-base a/a. Após a contração de margem observada no 1T, notamos que, sob a mesma metodologia e ajustando pela nova metodologia de provisões, a margem EBITDA ajustada ficou praticamente estável no primeiro semestre de 2026 na comparação a/a. O EBITDA ajustado cresceu 7% a/a no primeiro semestre, em nossa visão uma conquista razoável, considerando-se tudo. Refletindo uma queda de 23% nas despesas financeiras líquidas, o lucro líquido totalizou R$101 milhões, 16% acima das nossas estimativas. Vemos os resultados do 2T de forma positiva.

Tickets e Retenção Compensam Volumes Mais Fracos; Mix Híbrido Sustenta o Digital

(i) A receita presencial cresceu 9% a/a, para R$536 milhões, uma vez que o aumento de 9% a/a no ticket médio (estratégia de maximização de valor e um mix melhor de cursos da área de saúde) mais do que compensou a queda de 1% na base de alunos. A retenção seguiu como suporte favorável, com a taxa de rematrícula atingindo 91% (+130 pontos-base a/a), ajudando a amortecer uma captação de alunos mais fraca (-11% a/a), ainda impactada por ajustes de portfólio e reposicionamento de marca. Os programas da área de saúde seguiram sendo o principal catalisador de crescimento dentro do presencial, com receita 11% maior a/a, em R$389 milhões (~73% da receita do segmento), sustentada por maior volume de alunos, melhor mix de preços e a adição de 50 vagas de medicina na Positivo. (ii) No segmento Digital + Híbrido, a receita cresceu 6% a/a, para R$267 milhões, uma vez que o aumento de 13% a/a no ticket médio mais do que compensou a queda de 7% na base de alunos. A penetração do modelo híbrido aumentou para 19% da base digital (+7 p.p. a/a), enquanto a rematrícula atingiu um recorde de 80% (+200 pontos-base a/a). No consolidado, a captação de alunos caiu 30% a/a, mas, excluindo os cursos afetados pela migração de canal/descontinuação de formatos, o crescimento teria sido de 5% a/a.

Geração de Caixa Melhora na Comparação a/a; Dívida Líquida Sobe Moderadamente

O fluxo de caixa operacional após capex atingiu R$74 milhões (vs. R$9 milhões no 2T25), sustentado por melhor desempenho operacional, menor capex (-17% a/a) e uma saída de capital de giro menor. Após os juros pagos em caixa, o fluxo de caixa para o acionista (FCFE) foi positivo em R$31 milhões (vs. -R$20 milhões no 2T25). As contas a receber seguem sendo um ponto de atenção, no entanto, com o prazo médio de recebimento aumentando 5 dias a/a, para 40 dias, refletindo um menor desconto de recebíveis, enquanto os recebíveis líquidos cresceram 26% a/a. A dívida líquida aumentou moderadamente em R$30 milhões t/t, para R$523 milhões, apesar dos R$77 milhões em dividendos pagos durante o trimestre, enquanto a alavancagem permaneceu estável t/t, em 0,8x dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos doze meses.

Ainda Uma Recomendação de Compra, Dada a Sólida Geração de Fluxo de Caixa

De forma geral, acreditamos que a Cruzeiro do Sul vem, até agora, navegando bem pela transição para o novo cenário regulatório. Vemos com bons olhos a boa retenção de alunos entregue pela companhia nos segmentos premium e o crescimento superior no híbrido, que ajudou a compensar a queda na base de alunos do ensino a distância. O melhor desempenho de receita também vem resultando em maior alavancagem operacional e, portanto, em melhores margens. Embora a companhia tenha baixo endividamento, ela continua gerando bastante caixa. Vemos com bons olhos a sólida geração de fluxo de caixa no primeiro semestre de 2026 (R$174 milhões, ou um yield de fluxo de caixa anualizado de 23%), o que significa que a companhia deve atingir um yield de fluxo de caixa superior a 20% em 2026. Dessa forma, reiteramos nossa recomendação de Compra para o papel.

Tabela 1: Resultados Reportados vs. Esperados pelo BTG para o 2T26 da Cruzeiro do Sul (Financeiro)

Fonte: CSED, BTG Pactual.

Tabela 2: Resultados Reportados vs. Esperados pelo BTG para o 2T26 da Cruzeiro do Sul (Operacional)

Fonte: CSED, BTG Pactual.

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Acreditamos que os principais riscos são: (i) concorrência no segmento de EAD; (ii) baixa liquidez das ações; (iii) regulamentação e dependência relativamente alta de alguns cursos,

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