Com a divulgação dos números do 2º trimestre, o Banco do Brasil também aproveitou a oportunidade para atualizar seu guidance para 2024. Como esperado, tanto a margem financeira quanto as provisões para perdas com empréstimos foram revisados para cima, com impacto neutro no lucro. Negociando abaixo do valor patrimonial, ROE ainda acima de 20% e com um dividend yield de ~12%, ainda vemos motivos para manter nossa recomendação de Compra. Dada o valuation ainda relativamente atraente, o forte histórico do BB na entrega do guidance e a mensagem da administração de que não estamos no pico de lucros, preferimos continuar a dar-lhes o benefício da dúvida. Mediante ao elevado ROE, acreditamos que o ativo possui um bom suporte de valuation.
Insights BTG Pactual | Resumo do ativo
Último comunicado à mercado de BBAS3 (21/10/2026)
O conselho de administração do Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a revisão da Política Específica de Gerenciamento de Riscos e de Capital em reunião de 9 de outubro de 2026. O colegiado também tomou conhecimento de temas de TI, auditoria e crédito sustentável. Para o investidor, o foco está na atualização da governança de riscos.
Notícias de BBAS3 nas últimas 24h
Nas últimas 24 horas, Banco do Brasil esteve no centro da forte aversão a risco que atingiu os ativos domésticos, em um pregão marcado por queda de 13,88% do Ibovespa, acionamento de circuit breaker e perda de R$ 734 bilhões em valor de mercado na B3. Nesse movimento, as ações do banco recuaram 29,33%, desempenho que refletiu a piora abrupta da percepção de risco macro e fiscal, com salto do dólar, abertura relevante da curva de juros e aumento do custo de equity implícito para o setor financeiro. Em relatório após a correção, o BTG Pactual apontou Banco do Brasil e Bradesco como os bancos com maior risco de baixa entre os grandes nomes sob cobertura, em um ambiente de juros mais altos, pressão inflacionária e maior temor de desaceleração mais forte da economia em 2027. Na sessão seguinte, porém, os papéis mostraram recuperação parcial, com alta de 3,84%, em linha com o ajuste técnico observado no Ibovespa, no dólar e nos juros futuros. No fluxo de notícias corporativas, o banco informou que divulgará o resultado do 3T26 em 11/11/2026, após o fechamento, entrando em período de silêncio entre 27/10 e essa data. O quadro mantém BBAS3 como um ativo altamente sensível ao risco doméstico: a recuperação inicial sugere recomposição de preços após o estresse extremo, mas a leitura de curto prazo segue condicionada ao cenário fiscal, ao comportamento da curva longa e à capacidade de o resultado trimestral oferecer novo ponto de ancoragem para o papel.
Tombo da B3 elimina R$ 734 bi em valor de mercado e apaga 75,5% dos ganhos de 2026 Nero Capital evita comprar na queda e reduz exposição a setores domésticos Banco do Brasil (BBAS3) divulgará resultado do 3T26 em 11 de novembro Ibovespa futuro sobe 0,4% após tombo de 13,88%; dólar e DI recuam Ibovespa oscila após tombo de 13,88%; dólar recua e bancos recuperam parte das perdas BTG eleva TIR implícita do setor financeiro após tombo pós-eleição
Análises de BBAS3 nos últimos 3 meses
No 2T26, o Banco do Brasil reportou lucro líquido gerencial de R$3,9 bi, com ROE de 8%, NII de R$29,3 bi e carteira de crédito de R$1,2 tri, mas o trimestre reforçou a deterioração da qualidade dos ativos: provisões, incluindo descontos, somaram R$20,3 bi, a inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,6%, a cobertura caiu para 148% e a formação de novos créditos inadimplentes avançou para R$21,7 bi. O foco negativo esteve no agro e em varejo, com atraso na implementação da MP 1.376 para renegociação rural, enquanto o capital também perdeu qualidade, com CET1 de 13,9%, patrimônio tangível de R$90,4 bi e maior peso de ativos fiscais diferidos. Para o 3T26, a prévia aponta forte piora sequencial, com pontualidade de pagamento no agro perto de 75%, bem abaixo dos ~90% embutidos nas expectativas para o 2S26, crescimento ainda modesto da carteira, margem financeira sem tração e pressão adicional de provisões; nesse cenário, o BTG não descarta queda de 50–60% t/t no LAIR, para ~R$2 bi, e lucro líquido perto de R$1,9 bi, com ROE de ~4% e resultado ~50% abaixo do consenso. O risco de revisão de guidance ganhou força, e a CEO Conference reforçou a leitura de 2027 ainda desafiador, com possibilidade de postura mais restritiva na concessão de crédito caso a pontualidade siga fraca. Em valuation, a ação tinha preço-alvo entre R$19,0 e R$25,0 nas análises, refletindo elevada incerteza operacional e de capital. No setor, o custo de equity implícito de BB caiu de 18,9% para 15,6% entre maio e setembro, mas o movimento macro pós-eleição voltou a elevar o prêmio de risco do setor; para investidores, recomenda-se acompanhar a execução das renegociações rurais, a trajetória de inadimplência no agro e eventual corte adicional de guidance.
Financeiro - Atualização do nosso exercício de TIR após a queda pós-eleições Banco do Brasil (BBAS3) - Queda acentuada do LAIR esperada no 3T26 Que arrancada! Financeiro - Que arrancada! Principais conclusões da CEO Conference de 2026 em Nova York Bancos Brasileiros: Atualizando nosso exercício de TIR antes das eleições Bancos Brasileiros: Banco Central avalia medidas para conter o crédito Banco do Brasil (BBAS3) 2T26: Tendências desafiadoras
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